Curitiba - O presidente do PMDB no Paraná e líder do governo do Estado na Assembléia Legislativa, deputado estadual Dobrandino da Silva, disse ontem que seu partido ''não abre mão'' da presidência da Casa na próxima gestão. Ele preferiu não falar ainda sobre possíveis candidatos ao cargo. ''Agora começamos as articulações isoladas. Mas daqui uns 15 dias vamos acirrar a discussão'', comentou ele, acrescentando que o governador reeleito Roberto Requião (PMDB) deverá contar com a maior bancada na Casa - cerca de 30 parlamentares aliados, 17 do PMDB.
Já o presidente do PSDB no Paraná, deputado estadual Valdir Rossoni, disse não estar preocupado com o assunto. ''Estou mais fixado em aglutinar os poucos deputados de oposição'', admitiu ele, informando que apenas cerca de dez parlamentares devem integrar sua bancada. Sobre o governador em exercício, o deputado estadual Hermas Brandão (PSDB), integrante da ala tucana que apoiou Requião nas eleições, Rossoni disse apenas que ''a maior prova que a oposição estava certa é o resultado apertado''. ''Vai servir para o Requião respeitar mais a oposição. Porque eles nem acreditavam que haveria um segundo turno'', acrescentou Rossoni.
Apesar da derrota, o deputado estadual Augustinho Zucchi (PDT) disse que ''há uma divisão clara no Estado'', e que irá permanecer mesmo após as eleições. ''Temos que dar satisfação a quase metade do Paraná. Nós respeitamos o resultado, mas Osmar foi vitorioso, pois se consolidou como uma liderança expressiva no Estado'', comentou Zucchi.
Questionado sobre os números da urnas, inferior ao estimado pelos peemedebistas, Dobrandino admitiu que houve um ''desgaste'' do governo do Estado. ''As posições do Requião contra os transgênicos, em relação ao pedágio, ao combate à jogatina, por exemplo, contrariam os interesses de muita gente'', justificou ele.

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