PMDB mantém Temer na presidência do partido
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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
Christiane Samarco<br>Agência Estado 
Brasília - A cúpula do PMDB da Câmara já decidiu: quem estará no comando do partido na sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é o deputado Michel Temer (PMDB-SP). A notícia agrada os tucanos que querem a candidatura presidencial do governador de São Paulo, José Serra. Eles veem em Temer não só um interlocutor confiável, como um aliado que pode ter papel estratégico em 2010, ajudando a ampliar o número de serristas no PMDB. Afinal, é em São Paulo que a aliança dos sonhos do tucanato, unindo PSDB, PMDB, DEM e PPS, está feita.
''Não há a menor possibilidade de o PMDB interromper o mandato de Michel Temer à frente do partido. Ele fica na cadeira de presidente até 2010'', informa o líder peemedebista na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN). Embora esteja licenciado do comando da legenda desde que assumiu a presidência da Câmara e venha negando a intenção de acumular os dois cargos, Temer foi convencido por seu grupo a não abrir mão do posto.
Como o mandato de toda a executiva atual vai até março do ano que vem e a palavra de ordem no partido, agora, é ''unidade'', o grupo de Temer e do ministro da Integração, deputado Geddel Vieira Lima (PMDB-BA), argumenta que abrir uma nova disputa interna só serviria para aprofundar as mágoas e o racha provocado pela eleição para o comando das duas Casas no Congresso.
A permanência de Temer serve para colocar um ponto final na briga entre o grupo de Sarney e do líder no Senado, Renan Calheiros (AL), que lançou a candidatura do senador Romero Jucá (RR), e o PMDB da Câmara, que entrou na disputa com o deputado Eunício Oliveira (CE).


