PMDB já define regras de ocupação do poder João Domingos e Christiane Samarco Agência Estado
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sábado, 21 de agosto de 2010
João Domingos e Christiane Samarco<br> Agência Estado 
Brasília - Poder dividido ''meio a meio''. Assento no Planalto, entre os ''ministros da casa'', e no Conselho Político que assessora o presidente da República. Henrique Meirelles na equipe econômica. Ministérios de ''porteira fechada'', os cargos de sempre nas estatais e postos de comando nas vedetes do petróleo, a Petrobras e a Petro-Sal. Senado e Câmara sob seu comando.
Com a campanha eleitoral em curso e ainda a 40 dias da abertura das urnas, é com essa precisão cirúrgica, alimentada pela liderança nas pesquisas da candidata aliada, Dilma Rousseff (PT), que o PMDB já define as regras de ocupação do poder. Como presidente do partido, deputado Michel Temer (SP), no posto de vice da chapa presidencial, o PMDB estima o tamanho da cota futura de poder baseado no argumento de que agora, se Dilma ganhar, o partido não é mais ''um convidado'', mas na verdade um dos ''donos da casa'', o Palácio do Planalto.
Por isso é que o partido, na condição de sócio-proprietário, já dá como certa a presença de um representante no núcleo político do Palácio do Planalto. ''Com Lula e com Dilma voltamos a ser o velho MDB, que combateu a ditadura'', diz Moreira Franco, escalado para coordenar o programa de governo da candidata petista pelo lado do PMDB.


