PMDB já articula nomes para presidir o Senado
PUBLICAÇÃO
sábado, 17 de novembro de 2007
Gabriela Guerreiro<br>Folhapress 
Pedro Simon e José Sarney estão entre os cotados
Brasília - O PMDB já se articula nos bastidores para garantir a indicação de um nome do partido para substituir Renan Calheiros (PMDB-AL) na presidência do Senado.
Reservadamente, as lideranças do PMDB começaram a estudar nomes viáveis para substituir Renan e assim evitar que o PT - ou a própria oposição - decida entrar na corrida pelo comando da Casa.
Os peemedebistas estudam lançar um nome capaz de unir forças na Casa para evitar a disputa pelo cargo. A idéia do partido é conseguir, por consenso, eleger o sucessor de Renan. Entre os nomes articulados pelo partido, estão os dos senadores Edison Lobão (MA), Garibaldi Alves (RN), Pedro Simon (RS) e José Sarney (AP).
A cúpula do partido avalia que os quatro senadores poderão obter o respaldo de grande parte do Senado, o que reduz a possibilidade de um candidato externo à legenda vencer a disputa. Os quatro nomes, porém, enfrentam resistências dentro da própria bancada e do Palácio do Planalto.
Lobão é recém-filiado ao PMDB - ingressou na legenda em outubro deste ano. É um nome articulado por Sarney - um de seus principais aliados -, mas não tem o aval de todo o partido por estar há pouco tempo na legenda.
Sarney, também cotado na disputa, afirma nos bastidores que só aceita entrar na corrida pela presidência da Casa se tiver o apoio integral da bancada. Oficialmente, Sarney nega a disposição de se tornar o novo presidente do Senado.
Garibaldi, por sua vez, é um nome visto sem ressalvas pela legenda, enquanto Simon tem como principal entrave a pressão contrária do Palácio do Planalto - já que é um dos ''rebeldes'' do PMDB por constantemente desrespeitar orientações partidárias nas votações.
Renan, por outro lado, defende o nome do senador José Maranhão (PB) para o cargo - um de seus principais aliados na Casa -, mas que não tem o aval da bancada.
Se a renúncia de Renan for confirmada na semana que vem, o presidente interino do Senado, Tião Viana (PT-AC), terá cinco dias para convocar novas eleições para a presidência do Senado.


