Patrícia Zanin
De Londrina
O PMDB realiza hoje convenções em 339 dos 399 municípios do Estado, de olho nas próximas eleições. As convenções, que irão renovar ou confirmar os dirigentes e membros dos diretórios – cerca de 13 mil, no total – serão uma prévia para o pleito do ano que vem. Os diretórios têm a obrigação de estruturar o partido e preparar as candidaturas. O presidente estadual da sigla, senador Roberto Requião, já avisou: o diretório que não lançar candidato a prefeito vai ser dissolvido. ‘‘Partido que não lança candidato não existe’’, afirmou o senador.
Ele quer estimular ao máximo a ação do partido nas próximas eleições porque, além de fortalecer a sigla nos municípios, funciona como base para as eleições de 2002. Requião disse que o PMDB não está preocupado com coligações no primeiro turno. ‘‘As composições vão ficar para o segundo turno’’, afirmou. A executiva estadual espera eleger pelo menos 150 prefeitos e 2 mil vereadores.
O senador disse que as convenções não serão realizadas em 60 municípios do Estado porque, nestes casos, o partido passou, recentemente por intervenção da executiva estadual ou foi dissolvido. É o caso de Londrina, onde uma comissão provisória foi nomeada. Segundo Requião, o estatuto do PMDB estabelece que, em situações como essa, existe um prazo de 90 dias para a convenção.
Todos os presidentes e integrantes dos diretórios eleitos hoje vão atuar até 2001. De acordo com o membro do diretório estadual, Milton Buabssi, as convenções vão renovar em 70% os comitês zonais e municipais. O índice de renovação é considerado o maior em 20 anos de existência do partido. Somente em Curitiba, serão eleitos 780 novos dirigentes e outros 12 mil em todo o Estado. A convenção para a escolha do novo diretório municipal em Curitiba só será realizada no dia 30, mas hoje o partido faz a eleição para os diretórios das dez zonais eleitorais.

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