Dividido, o PMDB realiza hoje, em Brasília, sua convenção nacional, em que se considera provável a vitória dos governistas do deputado federal Michel Temer (SP) contra os rebeldes de Goiás comandados pelo senador Maguito Vilela, presidente interino da sigla. Nas contas do ministro Eliseu Padilha (Transportes), Temer terá no mínimo 70% dos 704 votos da convenção. Há 519 convencionais, mas alguns têm mais de um voto por causa de seus cargos. A convenção acontece no ginásio de esportes do Colégio Marista.

A ala governista já prepara os planos para as eleições de 2002. O primeiro passo é resolver o imbróglio Jader Barbalho, fonte de desgaste de um partido que está dividido entre lançar candidato próprio a presidente da República ou integrar de novo uma ampla aliança das forças governistas se ela for encabeçada pelo ministro da Saúde, o tucano José Serra.

Para as duas outras grandes questões do encontro, o prognóstico é diferente. A tese de candidatura própria do partido em 2002 deverá ter quase 100% de adesão. É mais um gesto político, porque é necessário que outra convenção ratifique a decisão no ano que vem.

A proposta de prévia em janeiro de 2001 para escolher o candidato tende a ser aprovada, mas por um percentual mais apertado: 60%. É nesse quesito que os itamaristas apostam suas fichas. A intenção é derrubar a proposta de prévia em janeiro e antecipá-la para 21 de outubro ou 15 de novembro, o que no entanto é improvável.

Seja qual for a decisão do presidente FHC sobre a data da reforma ministerial que terá de substituir até abril de 2002 os ministros candidatos, o PMDB trabalha para abandonar o governo este ano.

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