PMDB exige 4 ministérios para entrar no governo
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terça-feira, 05 de julho de 2005
Christiane Samarco<br> Agência Estado 
Brasília - A negociação final da reforma do ministério terminou ontem com um xeque-mate do PMDB no presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Diante da resistência dos petistas em desocupar o Ministério das Cidades para dar a quarta pasta ao PMDB, o presidente do Senado, Renan Calheiros, e o senador José Sarney não hesitaram: disseram a Lula que, ou o partido saía da reforma com quatro vagas ou nada feito.
A cúpula governista do PMDB passou as últimas 24 horas tentando convencer o Palácio do Planalto de que, mais do que uma exigência ou um capricho do PMDB, os quatro ministérios eram essenciais para garantir a eficácia da parceria, ou seja: a maioria dos 85 votos do PMDB na Câmara, além dos apoio de 90% da bancada de 22 senadores.
A terça-feira foi de poucas informações. Mas ao mesmo tempo em que afirmava nos bastidores não haver ansiedade de avançar com mais espaço no Executivo neste momento de crise do governo, o PMDB governista não escondia a pressa em liquidar de vez a questão da reforma ministerial.
É que, além das dificuldades adicionais provocadas pelo envolvimento do nome do líder na Câmara, José Borba (PR), nas denúncias do suposto esquema do ''mensalão'' (pagamento de mesada a deputados da base governista), os aliados do Planalto temiam o efeito da pressão conjunta dos governadores peemedebistas.
Mobilizados pelo presidente nacional do PMDB, deputado Michel Temer (SP), os sete governadores do partido (PR, DF, TO, RJ, PR, SC e RS) encontram-se hoje cedo em Brasília. Temer diz que eles vão analisar a conjuntura e definir qual a melhor estratégia para deixar claro que o governo não levará o PMDB por inteiro. Mas a aposta geral é de que vem aí um manifesto dos governadores contra o aumento da participação do PMDB de dois para quatro ministérios.


