PMDB está entre candidatura de Requião e aliança com Beto
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domingo, 25 de maio de 2014
Roger Pereira<br>Reportagem Local 
Curitiba - A um mês de sua convenção partidária, prevista para 20 de junho, o PMDB do Paraná está completamente dividido entre a candidatura do senador Roberto Requião e a aliança com o governador Beto Richa (PSDB). Nenhum peemedebista, de nenhuma das correntes, arrisca palpite do resultado da apuração dos 600 votos de delegados que decidirão o rumo do partido nas eleições de outubro.
Mas a situação já esteve pior. Há algum tempo, a dúvida incluía outras duas opções. A candidatura de Orlando Pessuti que segue com o nome colocado, mas nos bastidores é considerado fora da disputa e a aliança com o PT de Gleisi Hoffmann, sonho da direção nacional do partido, mas descartada pelo diretório estadual.
Como a candidatura do PMDB é vista, no quadro atual, como a única capaz de evitar a polarização entre Beto e Gleisi, a convenção do partido já é tida como um primeiro turno antecipado da eleição de outubro, já que, sem o partido na disputa, dificilmente a decisão no Paraná irá para o segundo turno, repetindo o resultado de 2010, quando a disputa foi polarizada entre Beto e Osmar Dias (PDT), com a opção do PMDB de não lançar candidato.
Se não tem mais esperanças de levar o partido para o lado do PT, repetindo no Paraná a aliança Dilma/Temer, a ala do PMDB ligada ao diretório nacional, bem como os deputados que ainda fazem oposição a Richa, trabalham pela candidatura de Requião. "Para nós, o cenário ideal seria repetir a aliança nacional no Paraná. Mas estamos muito longe disso. Então temos que trabalhar a candidatura própria para não irmos ao contrário do projeto nacional do partido", disse o suplente de deputado federal Marcelo Almeida.
Já o grupo que comanda o partido no Estado, em sua maioria, defende que o partido permaneça alinhado com o governador, a quem apoia há três anos, com participação no governo. "Estamos há três anos trabalhando em sintonia com o atual governo. A aliança é boa para o partido, para nossa bancada e para nossos prefeitos, que têm tido suas demandas atendidas pelo atual governo", disse o presidente estadual do partido, deputado federal Osmar Serraglio, cotado para ser o vice de Beto em caso de coligação.
Assistindo de fora e declarando respeitar a soberania do partido, PSDB e PT aguardam ansiosos pela decisão e agem nos bastidores, da maneira que podem, para seduzir, e até pressionar, o partido com a maior bancada e o maior número de prefeitos no Estado. "É uma decisão difícil, que só será tomada após a apuração dos votos da convenção. Até lá, teremos um verdadeiro tiroteio", disse o líder da bancada estadual do PMDB, Nereu Moura, declarando-se ainda indeciso sobre a melhor posição.


