PMDB entra com ação direta contra Funrejus
PMDB entra com
ação direta
contra Funrejus
A direção estadual do PMDB tenta suspender em Brasília a vigência da lei que criou o Fundo de Reequipamento do Poder Judiciário (Funrejus), instituído pelo Tribunal de Justiça do Paraná, no final do ano passado, para arrecadar recursos extra-orçamentários. O partido do senador Roberto Requião (PMDB) ajuizou no último dia 9 de setembro uma ação direta de inconstitucionalidade (adin) no Supremo Tribunal Federal (STF). A adin do PMDB corre em paralelo a uma ação semelhante protocolada pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) seção Paraná.
O ex-secretário da Fazenda Heron Arzua é o advogado do PMDB na adin contra o Funrejus. Arzua disse ontem, por telefone, que as taxas cobradas pelo Poder Judiciário, via cartórios, representam uma bitributação (cobrança do tributo duas vezes), figura proíbida na legislação brasileira. É um imposto disfarçado de taxa. Como taxa, deveria ter uma contraprestação de serviço, define o ex-secretário da Fazenda. Arzua afirma ainda que o imposto instituído do Poder Judiciário não tem respaldo legal.
A Constituição é clara, os impostos estaduais permitidos são o ICMS, IPVA e Imposto de Transmissão e Causa Mortis, observou Arzua. Ele disse que o ministro Nelson Jobim cuida da relatoria da matéria, ainda sem data para entrar na pauta de julgamento do STF. A Folha contactou com a assessoria do TJ, ontem, para saber da estratégica jurídica para neutralizar a adin do PMDB, mas não obteve retorno. Um dos argumentos que têm sido insistentemente levantados pelo TJ é de que os recursos arrecadados pelo Funrejus (uma média de R$ 10 milhões ao ano) tem como destino a melhoria do Poder Judiciário.(L.D.)





