PMDB e PTB teriam sido beneficiados em esquema de corrupção
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sexta-feira, 26 de agosto de 2005
Agência Estado 
Brasília - A confissão do ex-gerente dos Correios Maurício Marinho ao Ministério Público Federal revela que políticos do PMDB e do PTB foram beneficiados pelo esquema de corrupção montado nos Correios. No depoimento, Marinho conta que fornecedores da estatal financiaram e produziram material para campanhas eleitorais dos dois partidos no ano passado. Em troca, mantiveram seus contratos e tiveram seus ''pedidos'' atendidos dentro dos Correios. O depoimento também mostra que eram os apadrinhados do PMDB, PTB, PT, PSDB e PDT - na versão de Marinho - que comandavam os esquemas de cobrança de propina. Marinho relatou aos procuradores que Arthur Washeck, dono e representante de várias empresas que mantinham relacionamento comercial com os Correios, confidenciava a ele que bancava campanhas do PMDB e também do PTB.
De acordo com o relato que Washeck teria feito a Marinho, o dinheiro era repassado em espécie aos diretores Antônio Osório (PTB), Carlos Eduardo Fioravante (PMDB, segundo suplente do ministro das Comunicações, Hélio Costa) e ao próprio presidente da estatal, João Henrique Sousa (PMDB).
Segundo o ex-gerente, os diretores da estatal, incluindo João Henrique, o pressionaram durante as eleições do ano passado para que ele ''ajudasse nas campanhas''. Marinho explica que pediu a fornecedores da estatal que confeccionassem materiais de campanha, como santinhos, cartazes, camisetas e bonés. O ex-gerente afirma que João Henrique determinou o envio de material para uma campanha em Rondônia. Ele também conta que conseguiu a confecção de materiais para nove campanhas no sul da Bahia, a pedido de Antônio Osório. Segundo Marinho, as empresas acharam normais os pedidos. O ex-gerente conta que as empresas não registraram as colaborações feitas aos partidos.


