Derrotados já no primeiro turno do pleito municipal, em outubro, PMDB e PT definem em reuniões ao longo desta semana se vão apoiar Luiz Carlos Hauly (PSDB) ou Barbosa Neto (PDT), no pleito marcado para 29 de março, ou se vão se manter neutros na nova disputa. O PMDB já sinalizou que, a exemplo do segundo turno passado, pode novamente abraçar a campanha tucana; já o PT, até ontem, se mostrava mais afim de uma posição neutra, com liberação dos membros para manifestações individuais.
A reunião do PMDB acontece amanhã à noite. Segundo o presidente municipal do partido, deputado estadual Luiz Carlos Cheida, o partido chamaria Hauly para uma conversa na qual seriam colocadas as ''prioridades, em termos programáticos, do partido: se ele assumir nossas propostas de governo para implementá-las em Londrina, o partido vai coesamente com ele. Senão, optaremos pela neutralidade''. Indagado se o apoio do PMDB a Barbosa está descartado, Cheida admitiu: ''Creio que não o apoiaríamos; primeiro, porque não há ninguém do partido falando em apoiá-lo. E segundo porque existe por parte do PMDB uma decisão anterior, do segundo turno, em que já comparamos dois candidatos e fizemos a opção pelo Hauly'', atestou, para completar: ''Diria que não é uma decisão entre Hauly e Barbosa, mas entre Hauly e uma neutralidade''.
Já o diretório municipal do PT, que se reúne no sábado à tarde, tende a optar pela neutralidade, adiantou o presidente da sigla em Londrina, Sidnei Santos. ''Não temos afinidade com nenhum dos dois projetos, nem com o do Hauly, nem com o do Barbosa.'' Se os filiados serão liberados a manifestação de apoio, caso a executiva delibere, ao fim, por se manter neutra, Santos enfatizou: ''Vamos deixar a pessoa à vontade - individualmente, ela faz o que quiser''.
A FOLHA perguntou a Santos e a Cheida se a presença dos dois partidos na coalizão que elegeu José Roque Neto (PTB) para a Presidência da Câmara - e, por tabela, para a administração interina - influenciará os apoios do novo segundo turno. Eles divergiram. ''Acredito que não vai influenciar, aquela era uma questão muito específica em relação à Câmara; a idéia era meramente combater a candidatura de Sandra Graça (do PP, cabeça-de-chapa do grupo que perdeu)'', garantiu Santos. Já Cheida tem outra opinião: a coalizão ''já é uma premissa, porque naquele momento da coalizão fizemos algumas propostas que representam, de certa forma, um plano de governo, mas já com a sinalização para um governo futuro - são princípios programáticos e, nesse sentido, acho que podemos até pensar em caminhar conjuntamente''. A coalizão que elegeu o petebista - partido que se coligou a Barbosa, no primeiro turno - era formada pro PTB-PT-PSDB-PSB-PMDB. (J.G.)

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