Curitiba - O presidente estadual do PMDB, senador Roberto Requião, nega, mas peemedebistas paranaenses garantem que ele está conversando com o senador e ex-ministro da Saúde José Serra, candidato do PSDB à presidência da República. O objetivo é troca de apoio nas eleições de outubro.
A verticalização das coligações decidida pela Justiça Eleitoral e o rompimento do PFL com o governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB) viraram de cabeça para baixo o quadro eleitoral. O convite do presidente ao PMDB, para ocupar a vice na chapa majoritária, elevou o partido ao status de aliado preferencial do governo federal, escanteando o PFL. Peemedebistas admitem que a obrigatoriedade de repetição das alianças nacionais deixou-os mais próximos dos tucanos.
No Paraná, o pré-candidato governista é o vice-prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB). O PSDB faz parte da base de apoio do governador Jaime Lerner (PFL), enquanto o PMDB é oposição. Tucanos e peemedebistas, no entanto, ensaiam aproximação. Fontes da Folha afirmam que as negociações estão avançadas.
‘‘Não há nenhuma agressão em uma aliança entre PMDB e PSDB’’, avaliou o líder da oposição na Assembléia Legislativa, Waldyr Pugliesi (PMDB). ‘‘Político tem que conversar, senão com todo mundo, pelo menos com 90%’’, arrematou. O deputado acredita que a imagem de Beto Richa pode ser afastada, aos poucos, da do prefeito de Curitiba, o pefelista Cassio Taniguchi. ‘‘Seria maravilhoso para o País que o PFL não se coligasse ao PSDB. A direita ficaria isolada.’’
O presidente da Assembléia, Hermas Brandão (PSDB), observa que o PFL se afastou o PSDB no plano nacional, e está demorando para voltar. ‘‘Agora o aliado preferencial é o PMDB.’’ Brandão aposta em uma ampla coligação, incluindo PFL, PSDB e PMDB.
Para o deputado Algaci Túlio (PSDB) há uma ‘‘paixão desenfreada e promissora’’ entre PSDB e PMDB. Túlio cogita uma chapa encabeçada por Beto, com a ex-deputada Irondi Pugliesi (hoje no PMDB) como vice.

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