PMDB e PSDB definem aliança com FHC
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quinta-feira, 04 de abril de 2002
Agência Estado 
Brasília - As cúpulas do PMDB e PSDB fizeram ontem à noite a primeira reunião conjunta para definir as regras da aliança entre os dois partidos na eleição presidencial. O encontro, no Palácio da Alvorada, com a participação do presidente Fernando Henrique Cardoso e do pré-candidato a presidente José Serra (PSDB-SP), foi articulado para evitar que a parceria fizesse água antes mesmo de ser oficializada.
Na falta de um substituto natural para o governador de Pernambuco, Jarbas Vasconcelos (PMDB), o que provocou uma corrida de peemedebistas pelo posto de candidato a vice-presidente na chapa presidencial de Serra, os comandos das duas legendas decidiram agir para preservar a aliança.
Resolvemos inverter o processo e discutir o ritual da aliança, antes de falar em nomes, explicou o líder do PMDB na Câmara, Geddel Vieira Lima (BA), ao afirmar que a escolha do candidato a vice-presidente tem de vir de um conjunto de vontades que envolva governadores e líderes das duas siglas, e não da vontade exclusiva do grupo do Palácio do Alvorada. O presidente nacional do PMDB, deputado Michel Temer (SP), lembrou que, enquanto todos contavam com Vasconcellos na chapa, surgiram várias questões entre tucanos e peemedebistas nos estados, que precisam ser resolvidas com urgência.
Vamos criar um núcleo de campanha para que possamos resolver, conjuntamente, cada uma destas pendências e, com este grupo harmonizado, fortalecemos a tese da aliança para que o nome do vice vá nascendo naturalmente, resumiu Temer. Mas não são apenas as questões regionais que pesarão no acerto. Em jogo, desde já, os postos de comando do Legislativo. Além da vaga de vice-presidente de Serra, o PMDB quer a presidência da Câmara ou do Senado.
Tucanos e peemedebistas também não têm a ilusão de que o nome do vice surja de forma natural. Nas articulações feitas nos bastidores das duas agremiações, os mais fortes candidatos a vice de Serra são o prefeito de Joinville (SC), Luiz Henrique da Silveira (SC), o presidente do Congresso, senador Ramez Tebet (MS), e o deputado Henrique Eduardo Alves (RN).
Sondado na véspera por Temer, depois de passar pelo crivo da cúpula da campanha tucana reunida no Alvorada, Silveira chegou a assumir de público a candidatura a vice. Ainda não tem fotografia, mas já está tudo acertado, animou-se o prefeito ontem, ao lembrar que transita bem e tem capacidade para pacificar o PMDB, além de estar credenciado a levantar a bandeira do municipalismo.
Foi logo corrigido pelo comando do PMDB, que passou o dia explicando não ter havido convite, e sim uma sondagem.


