Curitiba - O PMDB e o PSDB ensaiaram ontem um aparente processo de aproximação, ainda sem um desfecho definido. O presidente regional do PMDB e pré-candidato ao governo, Roberto Requião, recebeu em sua residência em Curitiba, para um café da manhã, o presidente da Assembléia Legislativa e uma das principais lideranças do PSDB, deputado Hermas Brandão.
As versões sobre o teor da conversa são desencontradas. Os dois fizeram mistério quanto ao que foi dito. Uma das alas do PMDB, por exemplo, chegou a sustentar que o encontro serviu para buscar uma forma de colocar Requião e o candidato governista, o vice-prefeito de Curitiba Beto Richa (PSDB), num mesmo palanque, aproveitando a aliança nacional entre os dois partidos, que têm José Serra e Rita Camata como candidatos.
Segundo essa corrente, se as conversas evoluírem até o final do mês, prazo final para o fechamento das chapas, Requião – adversário político do grupo do governador Jaime Lerner (PFL) – poderia até encabeçar a chapa no lugar de Beto – que ficaria com a vice ou uma vaga ao Senado. A cúpula tucana, porém, diz oficialmente que rechaça essa tese.
‘‘Foi uma conversa boa, falamos sobre o passado, presente e futuro’’, disse Brandão, lembrando que ‘‘não é de hoje’’ que o PSDB tem interesse no respaldo dos peemedebistas. ‘‘Em política, tudo é possível’’, completou. Requião disse que foram discutidos diversos ‘‘cenários’’ políticos. Tanto Brandão como Requião negaram a possibilidade de troca de posições nas chapas.
O encontro aparentemente casual entre Requião, Brandão e Beto Richa, ontem no início da noite, na cerimônia de homenagem ao agropecuarista Ágide Meneguette, na Assembléia, também incomodou o PFL. Os três ficaram lado a lado na cerimônia sem aparentarem qualquer constrangimento. (Com Leandro Donatti)

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