PMDB e PSDB buscam consenso nos estados
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sexta-feira, 19 de abril de 2002
Agência Estado Agência Folha 
Brasília - Após a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que manteve a verticalização, as cúpulas do PSDB e do PMDB vão intensificar, na próxima semana, os esforços de pacificação dos dois partidos nos estados em que são adversários, para minar divergências que podem comprometer a aliança nacional em torno da pré-candidatura do senador José Serra à presidência.
Hoje, os deputados José Aníbal (PSDB-SP) e Michel Temer (PMDB-SP), presidentes dos dois partidos, se reúnem em São Paulo para mapear os estados problemáticos e discutir estratégias de ação conjunta em cada caso.
O líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), afirmou que a cúpula do partido se reúne na segunda-feira, em Brasília, para tratar do assunto. Temos de analisar a nova realidade, a partir da decisão do STF de manter a verticalização partidária. É preciso compatibilizar os interesses estaduais com a questão nacional, disse Renan.
Segundo ele, o PMDB não pode indicar o candidato a vice-presidente na chapa de Serra antes de resolver as divergências estaduais. A discussão sobre o vice não está madura. Primeiro, temos de cuidar da aliança, disse.
Há dificuldades, mas a aliança nacional em torno do Serra não precisa ser repensada. Temos muito o que fazer. Em alguns estados, eu vou conversar tanto com o PSDB quanto com o PMDB. E o Michel Temer fará o mesmo, disse Aníbal.
Durante a próxima semana, Aníbal e Temer voltam a se reunir em Brasília com outros dirigentes tucanos e peemedebistas para discutir a situação dos estados.
O presidente nacional do PSDB também está preocupado com a possibilidade de os partidos buscarem coligações brancas para driblar as regras estabelecidas pela Justiça. As alianças informais entre os partidos, que desrespeitarão a nacional, poderão aparecer de Norte a Sul do País.
José Aníbal não quer que os cabeças de chapa nos estados apóiem outro candidato à presidência que não seja o tucano José Serra. O candidato a governador vai ter que apoiar o Serra, diz.


