PMDB e PSDB abandonam Jader em meio à crise
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sábado, 28 de julho de 2001
Eugênia Lopes Agência EstadoDe Brasília 
Vital nas articulações e nos votos que levaram Jader Barbalho (PMDB-PA) à presidência do Senado, o PSDB omitiu-se na crise que acabou obrigando o senador peemedebista a licenciar-se do cargo. Mas desta vez, nem Jader ousa criticar a omissão dos tucanos.
comando do Senado.
Sem diálogo com o presidente licenciado, que se nega a atender telefonemas dos correligionários, dirigentes do PMDB não descartam a possibilidade de ele insistir em reassumir o mandato.
Ao mesmo tempo em que discutem nos bastidores a sucessão de Jader, peemedebistas e tucanos esquivam-se em defender o presidente afastado do Senado, largando-o à mercê de sua própria sorte. Tanto é assim que os líderes do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), e do PSDB, Sérgio Machado (CE), envolveram-se apenas para negociar com Jader a licença de 60 dias do comando do Senado.
Como vou defendê-lo, por exemplo, no caso do Banpará se eu não sei o que realmente aconteceu no passado?, pondera um peemedebista. Os tucanos também são pragmáticos. Argumentam que não têm nenhuma responsabilidade pela escolha do PMDB que indicou Jader para o cargo e que o acordo entre os dois partidos foi restrito às eleições da Câmara e do Senado. Fizemos a nossa parte no acordo e não há motivos para sairmos defendendo o Jader com unhas e dentes, até porque nem o PMDB fez isso, resume um integrante da cúpula do PSDB.


