PMDB e PSB aprovam apoio às reformas propostas por Lula
Brasília - Por 10 votos a 3 e uma abstenção, a Executiva Nacional do PMDB aprovou ontem o apoio congressual do partido ao governo do PT. Na prática, a decisão significa a integração da sigla à base de sustentação política do Planalto, com direito a voz e voto no colégio de líderes governistas, mas ainda é insuficiente para levá-lo a fechar questão nas votações das reformas.
Isso só ocorrerá depois que a decisão da Executiva for referendada pelo Conselho Político, em reunião ainda a ser marcada, mas que deve ocorrer pelo menos depois das primeiras votações nas comissões técnicas. O presidente do PMDB, Michel Temer (SP), que já votou a favor da cobrança dos inativos do serviço público, disse que mudou de opinião e agora deve votar contra na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça).
A decisão da Executiva, com maioria folgada, foi uma vitória do ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, que há mais de cinco meses negocia o apoio do PMDB em troca de cargos no governo, numa primeira etapa, e da integração do partido no ministério mais adiante. Os 15 integrantes da Executiva eram os mesmos que aprovaram a aliança da sigla com o PSDB na eleição presidencial de 2002.
PSB - A Executiva Nacional do PSB fechou questão ontem pela admissibilidade das reformas da Previdência e tributária na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara dos Deputados. A decisão foi uma derrota do grupo político do secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho, que queria que o partido liberasse o voto dos parlamentares. O principal problema agora é o deputado Alexandre Cardoso (RJ), integrante da CCJ e ligado a Garotinho, que se recusa a votar a favor da cobrança previdenciária dos servidores inativos. (A.F.)





