PMDB e PFL tentam isolar briga
Agência Estado
De Brasília
Os comandos do PMDB e do PFL firmaram um acordo de não-agressão para isolar a briga de Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA) e Jáder Barbalho (PMDB-PA) e impedir que ela inviabilize alianças futuras dos dois partidos para a escolha dos presidentes do Senado e da Câmara, em fevereiro do ano que vem. Esse acerto foge aos planos do PSDB de Fernando Henrique que trabalhava pela aliança com o PMDB para excluir os pefelistas da divisão do poder no Congresso.
Ontem, ainda na ressaca do duelo verbal acontecido um dia antes no plenário do Senado, os gestos de boa vontade foram mútuos. Jader evitou novo confronto e sequer apareceu ao depoimento de outro pivô da briga, o ministro Waldeck Ornellas, na comissão mista que analisa a medida provisória do salário mínimo. Por sua vez, os dirigentes do PFL dispersaram-se estrategicamente, não alimentando as especulações sobre o cenário político. O momento ainda é delicado, mas, até por preservação, todos precisam recompor-se, juntar os cacos, afirma um dirigente do PFL, ligado ao senador Antônio Carlos Magalhães.
O acerto começou a ser costurado logo após o final do enfrentamento de ACM e de Jáder no plenário. Foi consumado menos de seis horas depois.
Dirigentes dos dois partidos revezavam-se em reuniões de avaliação. Os pefelistas não demoraram para chegar à conclusão de que ACM foi o derrotado e que sofreu danos que arranharam a imagem de presidente do Senado.





