O PMDB aprova oficialmente hoje a adesão à chapa do candidato do PFL ao governo, César Borges. A convenção do partido vai confirmar ainda a coligação com o partido do presidente do Senado, Antonio Carlos Magalhães, para a disputa de vagas na Câmara Federal, mas deve concorrer isoladamente para a Assembléia Legislativa.
Como a direção do partido considera que os candidatos do PFL tem mais chances, o PMDB não tem interesse na coligação, porque perderia vagas.
O presidente regional do PMDB, deputado federal Pedro Irujo, disse que a convenção confirma o entendimento iniciado com o ex-deputado Luís Eduardo Magalhães, antes de sua morte.
Para Irujo, a tese da aliança com o governo já não tem restrição interna no partido. Mas o presidente do PMDB de Salvador, Marcelo Sacramento, admite que há ‘‘uma pequena dissidência no partido, que se formou logo depois da aliança firmada em torno do nome de Luís Eduardo, e depois, César Borges’’.
O dissidente é Valdir Régis, que em razão da divergência, desistiu de compor a Executiva do partido, eleita no dia 24 de maio.
O partido vem sendo esvaziado na Bahia, com a saída de algumas de suas principais lideranças desde o ano passado.
São Paulo - O governador de São Paulo, Mário Covas (PSDB), criticou hoje o ex-prefeito da capital paulista e pré-candidato ao governo Paulo Maluf (PPB), seu principal adversário na disputa eleitoral deste ano. ‘‘O Maluf vai ser um desastre, se ganhar as eleições’’, disse.
Para Covas, o ‘‘trote’’ - o telefonema feito na semana passada por Maluf para o telefone 190, da Polícia Militar, com falsa denúncia de assalto - foi um golpe publicitário. ‘‘É típico dele. O Maluf não é a pessoa mais indicada para falar sobre segurança’’, afirmou o governador. Covas disse também que o candidato à presidência da República pelo PT, Luiz Inácio Lula da Silva, não deveria ter feito as declarações sobre a venda da Telebrás. ‘‘Se fosse comigo, tomaria a mesma atitude’’, disse o governador, se referindo ao processo que a Procuradoria Geral da República abriu para processar Lula por difamação. Lula afirmou, na quinta-feira, que o presidente Fernando Henrique estava apressando a privatização da Telebrás para fazer ‘‘caixa de campanha’’.Arquivo FolhaAntonio Carlos Magalhães: PFL também vai coligar-se ao PMDB para a disputa das vagas da Câmara FederalDas agências

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