PMDB e PDT intensificam reuniões
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terça-feira, 03 de outubro de 2006
Maria Duarte<br>Equipe da Folha 
Curitiba - A busca por apoio dos candidatos Roberto Requião (PMDB) e Osmar Dias (PDT) continuou intensa ontem, mas ainda depende das decisões de partidos menores. Osmar -que pediu licença do Senado para se dedicar à campanha- passou o dia envolvido em uma série de reuniões e telefonemas. De manhã, o pedetista conversou com prefeitos, depois com presidentes de partidos e também com deputados. Quinze deputados estaduais e 10 federais eleitos estiveram no comitê central da coligação Paraná da Verdade, segundo a assesoria de Osmar.
Já Requião, depois da entrevista coletiva no PMDB, voltou para a granja do Canguiri, residência oficial do governo estadual na Região Metropolitana. Mas os emissários do peemedebista tiveram agenda cheia. O vice-governador Orlando Pessuti e o chefe da Casa Civil, Rafael Iatauro, conversaram com Rubens Bueno, que disputou o primeiro turno pela coligação PPS-PFL. De acordo com Bueno, que é presidente estadual do partido, está marcada para hoje uma reunião do partido, quando será discutida a postura para o segundo turno. Só depois dessa reunião o PPS do Paraná dará uma resposta.
Apesar de alguns petistas apoiarem Requião, o partido no Estado não tem uma posição oficial em relação a Osmar ou o peemedebista. De acordo com o presidente regional do PT, deputado André Vargas, as atenções estão voltadas para a campanha de Lula. O partido tenta reverter a vantagem do tucano Geraldo Alckmin no Estado.
Já o prefeito de Curitiba e coordenador da campanha de Alckmin no Estado, Beto Richa (PSDB), anuncia hoje pela manhã, em entrevista coletiva, sua posição no segundo turno. Nos últimos dias, Beto conversou com os caciques do PSDB nacional e estadual, além de falar com Osmar e Requião.
Os partidos ''nanicos'' devem decidir até o final desta semana para quem emprestarão apoio. É o caso do PV e PRTB, por exemplo.
Assembléia - Pela segunda vez consecutiva na semana, a sessão plenária na Assembléia Legislativa foi cancelada por falta de quórum. Anteontem, dos 54 parlamentares, apenas 9 apareceram na Casa. Ontem, apenas 15. A ressaca pós-eleitoral fez ainda com que o presidente da Casa, Pedro Ivo Ilkiv (PT), informasse na tarde de ontem que, hoje, nem haverá sessão plenária. Os parlamentares haviam cancelado as sessões plenárias até o dia 1º de outubro, para que pudessem se dedicar às suas campanhas eleitorais. Os poucos presentes se dedicaram a articular apoios aos candidatos do segundo turno. (Colaborou Catarina Scortecci)


