PMDB e aliança PDT-PTB podem controlar Assembléia
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terça-feira, 13 de agosto de 2002
Maria DuarteEquipe da Folha 
Curitiba O PMDB do senador Roberto Requião e a aliança PDT-PTB-PPB, que tem o senador Alvaro Dias como candidato ao governo, podem acabar com o controle da Assembléia Legislativa nas mãos. Isso porque o tamanho das bancadas vai mudar depois das eleições de 6 de outubro, alterando a correlação de forças entre os 54 deputados. A distribuição de poder, no entanto, vai depender diretamente de quem vencer a disputa pelo Palácio Iguaçu.
O comando efetivo da Casa, que inclui a presidência, liderança do governo e secretarias, fica com os aliados de maior confiança do governador. Mas o tamanho das bancadas tem peso fundamental na hora de decidir uma votação o que garante poder de barganha político.
Os cálculos feitos pelas lideranças dos partidos ainda são passíveis de correções, mas dão uma idéia do que pode ocorrer no Legislativo no ano que vem. Hoje dominada pelo PSDB e PFL (bancadas de sustentação ao governo, ambas com oito deputados), a Assembléia deve destacar mais cadeiras para peemedebistas. O partido espera fazer 13 deputados estaduais. Atualmente são oito representantes da legenda.
Nos bastidores, a avaliação é que, no total, a aliança encabeçada por Alvaro consiga eleger 16 ou 17 parlamentares. O PDT tem atualmente seis nomes, enquanto o PTB tem cinco. O PPB conta com seis representantes. O PTB tem uma vantagem: fazem parte de seus quadros deputados que tradicionalmente têm expressiva votação.
O PT, hoje com quatro deputados, pode aumentar sua representação para até oito parlamentares, graças à coligação apoiada pelo PL, PHS, PCdoB e PCB. Por outro lado, o PSDB deve manter a bancada igual. E o PFL, numa previsão pessimista, veria sua bancada reduzir para seis deputados.
O presidente da Assembléia, Hermas Brandão (PSDB), disse que ainda é muito cedo para se fazer uma projeção. ''Isso depende de quem se eleger governador, não há como prever agora'', declarou.
Na Câmara Federal, a situação é parecida. Os deputados federais não arriscam palpites sobre a correlação de forças enquanto não for definido o novo presidente da República. ''Por enquanto, é uma incógnita'', afirmou o deputado federal Luciano Pizzatto (PFL). O pefelista lembrou ainda que o novo presidente, seja quem for, vai levar algum tempo costurando sua base de apoio no Congresso, o que pode trazer novas mudanças.
Por enquanto, a maior bancada da Câmara Federal é a do PFL, com 97 dos 513 deputados. A segunda, do PSDB, somando 95. A bancada paranaense tem 30 deputados. Desse total, sete não vão tentar a reeleição, garantindo uma renovação de pelo menos 23%.


