PMDB diz que não governa com o PT
Apesar de Luiz Figueira de Mello ter sido anunciado ontem pelo prefeito Nedson Micheleti (PT) para a presidência do Instituto de Pesquisa e Planejamento de Londrina (Ippul), como indicação do PMDB, a nomeação está ameaçada.
Ontem, enquanto o prefeito anunciava parte do novo secretariado, a Executiva municipal do PMDB definiu pela não participação no governo petista. ''Contrariando o que vínhamos discutindo, sobre a importância de participar do governo municipal, foi tirado por cinco votos a quatro a não participação do partido no governo'', relatou a deputada Elza Correia (PMDB), que indicou Mello para o cargo. ''A discussão teria que ter sido feita antes, assim não teria nem sido conversado com o Nedson. Fiquei perplexa (com a decisão da Executiva). Se tinham a posição de não participar do governo que tivessem dito isso a mim com antecedência necessária. Consta em ata que eles davam autonomia e referendavam a indicação da deputada e não houve nenhuma manifestação contrária. Fica a indicação como da deputada e não do PMDB'', afirmou.
Segundo Miguel Pereira, presidente municipal do partido, a decisão da Executiva municipal teve como base o posicionamento das executivas estadual e nacional, que no início do mês definiram pelo afastamento do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). ''Tivemos uma conversa (com Nedson) há um mês e não tínhamos uma conversação frequente. Eu tive uma. A nossa decisão foi baseada na reunião que houve dia 6 (da Executiva estadual do PMDB), que foi depois daquela primeira conversa com Nedson'', disse Pereira. ''O governador (Roberto Requião) tinha dito para ela (Elza) conversar com o prefeito, mas não teve uma reunião no partido dando a Elza os poderes. Ele (Mello) é uma indicação da deputada para a presidência do IPPUL'', concluiu Pereira.
No entanto, segundo o prefeito, a indicação para o Ippul ''é do partido (PMDB)''. ''Se o PMDB retirar a indicação, ele (Mello) não é mais (presidente do Ippul)'', disse Nedson, momentos antes de participar da cerimônia de diplomação dos eleitos.
''Eu não tenho essa informação, não foi essa a conversa que tive com o prefeito, sobre essa conjectura. Provavelmente o que vai acontecer é que o Nedson me chame para conversar'', disse Mello. (C.O.)





