Curitiba - A discussão sobre as possíveis candidaturas para o governo do Estado em 2010 já começa a mostrar divergências entre deputados peemedebistas na Assembléia Legislativa. Ainda sob os efeitos dos resultados obtidos nas eleições municipais, muitos já fazem cálculos acerca das possíveis alianças e candidaturas para o próximo pleito.
  Para o deputado Mauro Moraes (PMDB), a principal lição a ser apreendida pelo partido é a da democracia. ‘‘Para 2010, se for na base da imposição, iremos passar outra vergonha’’, diz ao referir-se à baixa votação obtida pelo candidato do partido à Prefeitura de Curitiba, Carlos Moreira Júnior, que teve apoio do governador Roberto Requião, mas foi rejeitado por vários correligionários, inclusive de Moraes.
  Moraes defende que haja composições para garantir a vitória em 2010. Entre os possíveis nomes para uma provável aliança, estariam o de Osmar Dias (PDT) e até o do prefeito reeleito de Curitiba, Beto Richa (PSDB). Alexandre Curi (PMDB) diz que ainda é cedo para falar em candidatos. Ele, no entanto, cita o vice-governador Orlando Pessuti (PMDB) como um nome forte para a disputa. O líder do Governo na Assembléia, Luiz Cláudio Romanelli, compartilha da opinião de Curi, mas disse que a política é dinâmica e não descarta alianças.
  Para Nereu Moura, o partido deve encabeçar a disputa. ‘‘Um partido com a nossa estrutura, com a nossa militância não pode abrir mão de disputar o governo do Estado, porque é uma eleição de dois turnos’’, acredita. Ele também defende uma possível candidatura de Pessuti, e diz não acreditar em uma aliança com os partidos da oposição. ‘‘Não há espaço na base do Beto para o PMDB, há divergências de encaminhamento entre ele e o Requião’’, diz.
  O presidente estadual do PMDB no Paraná, deputado Waldyr Pugliesi, já havia dito que acredita que um possível ‘‘racha’’ entre o PDT e o PSDB na aliança formada para a disputa pela Prefeitura de Curitiba, possa beneficiar o partido. Ele defende a definição de um nome no PMDB para ser preparado para a disputa.

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