PMDB diverge sobre nome ao governo em 2010
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quarta-feira, 08 de outubro de 2008
Karla Losse Mendes<br>Equipe da Folha 
Curitiba - A discussão sobre as possíveis candidaturas para o governo do Estado em 2010 já começa a mostrar divergências entre deputados peemedebistas na Assembléia Legislativa. Ainda sob os efeitos dos resultados obtidos nas eleições municipais, muitos já fazem cálculos acerca das possíveis alianças e candidaturas para o próximo pleito.
Para o deputado Mauro Moraes (PMDB), a principal lição a ser apreendida pelo partido é a da democracia. Para 2010, se for na base da imposição, iremos passar outra vergonha, diz ao referir-se à baixa votação obtida pelo candidato do partido à Prefeitura de Curitiba, Carlos Moreira Júnior, que teve apoio do governador Roberto Requião, mas foi rejeitado por vários correligionários, inclusive de Moraes.
Moraes defende que haja composições para garantir a vitória em 2010. Entre os possíveis nomes para uma provável aliança, estariam o de Osmar Dias (PDT) e até o do prefeito reeleito de Curitiba, Beto Richa (PSDB). Alexandre Curi (PMDB) diz que ainda é cedo para falar em candidatos. Ele, no entanto, cita o vice-governador Orlando Pessuti (PMDB) como um nome forte para a disputa. O líder do Governo na Assembléia, Luiz Cláudio Romanelli, compartilha da opinião de Curi, mas disse que a política é dinâmica e não descarta alianças.
Para Nereu Moura, o partido deve encabeçar a disputa. Um partido com a nossa estrutura, com a nossa militância não pode abrir mão de disputar o governo do Estado, porque é uma eleição de dois turnos, acredita. Ele também defende uma possível candidatura de Pessuti, e diz não acreditar em uma aliança com os partidos da oposição. Não há espaço na base do Beto para o PMDB, há divergências de encaminhamento entre ele e o Requião, diz.
O presidente estadual do PMDB no Paraná, deputado Waldyr Pugliesi, já havia dito que acredita que um possível racha entre o PDT e o PSDB na aliança formada para a disputa pela Prefeitura de Curitiba, possa beneficiar o partido. Ele defende a definição de um nome no PMDB para ser preparado para a disputa.


