Curitiba- O PMDB iniciou ontem a distribuição de um livro com 64 páginas contendo documentos que estão sendo investigados pelo Ministério Público (MP) a respeito de um suposto caixa 2 na campanha à reeleição do prefeito de Curitiba, Cassio Taniguchi (PFL). O material, composto de recibos e fotocópias de um livro-caixa redigido pelo tesoureiro da campanha de Cassio, Francisco Paladino Júnior, está sendo entregue na sede do diretório estadual do partido.
Segundo o senador Roberto Requião, presidente do diretório, a tiragem inicial de 40 mil exemplares do livro foi bancada por ele mesmo. ‘‘Estou assumindo essa divulgação, pois minha imunidade parlamentar faz com que eu não possa ser processado por divulgar documentos que indicam prejuízo à sociedade’’, afirmou o senador.
O advogado do PFL, Antonio Figueiredo Basto, afirmou que até agora o partido não manifestou interesse em processar Requião. ‘‘São documentos que não têm nenhum valor contábil e não trazem nenhuma nova luz às investigações. Se o senador pretende assumir a divulgação do documento, isso não traz mais credibilidade a eles. É só lembrarmos do caso Ferreirinha.’’
As investigações do MP sobre supostas irregularidades na campanha de Cassio devem ser retomadas na semana que vem. Para hoje está previsto o depoimento de um empresário, mas, segundo a promotora Rosane Cit, o depoente não confirmou se compareceria até o final da tarde de ontem.
Enquanto os promotores têm dificuldades para localizar testemunhas, o resultado das diligências realizadas fora do Paraná começam a chegar. Ontem, o MP recebeu depoimentos de um empresário ouvido pelos promotores de Santa Catarina e do presidente do instituto de pesquisas Datafolha, Ronald Kuntz, que confirmou ter prestado serviços a Cassio ao MP de São Paulo.

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