Leandro Donatti
De Curitiba
A bancada estadual do PMDB se reúne na próxima segunda-feira, na Assembléia Legislativa, para discutir a sucessão municipal de Curitiba. Os deputados entendem que da vitória no principal colégio eleitoral do Estado hoje depende o projeto político do partido de retomar o governo do Paraná em 2002. Nereu Moura, o novo líder da bancada do PMDB, organiza a reunião.
Na pauta, entra a indecisão do senador Roberto Requião, que ainda não definiu se sai ou não candidato a prefeito, na briga com Cassio Taniguchi (PFL). Para assumir compromisso, Requião quer garantias de que terá apoio integral da sigla. Tudo para não correr o risco de ter sua base minada como foi em 1998, quando perdeu para Jaime Lerner (PFL) na disputa ao governo.
A maioria dos deputados faz pressão para que Requião saia candidato, mesmo consciente de que o senador pode vir a amargar nova derrota. ‘‘Curitiba é a cidade mais importante. Quem vence em Curitiba, tem muita chance de vencer uma disputa ao governo’’, avaliou Nereu Moura. Assim como Moura, Orlando Pessuti também aposta na performance do senador. ‘‘É o nome mais forte que o PMDB dispõe hoje’’, classificou.
Internamente, o PMDB já discute como deverá ser a postura de Requião, caso o senador confirme disposição em concorrer com Cassio Taniguchi, em outubro. Os peemedebistas de Curitiba estão rachados. Uma corrente defende um Requião raivoso, com posições duras diante dos adversários. Enquanto que a outra ala acha mais lucrativo, sob o ponto de vista eleitoral, um Requião mais manso, ‘‘mais light’’ e voltado a propostas de governo.

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