Curitiba - O secretário-geral do PMDB no Paraná, Luiz Cláudio Romanelli, eleito deputado estadual em outubro, afirmou ontem que o seu partido se reunirá terça-feira, às 10 horas, para conversar sobre a presidência da Assembléia Legislativa do Estado. O posto será definido pelos parlamentares da Casa somente em fevereiro do próximo ano, mas já toma conta dos bastidores políticos desde a semana passada.
Para a reunião do PMDB serão convocados os 17 deputados estaduais eleitos pela legenda para os próximos quatro anos. ''O PMDB não abre mão da presidência da Casa'', afirmou ontem Romanelli. A mesma declaração foi feita na semana passada pelo líder do governo no Legislativo, deputado estadual Dobrandino da Silva. ''Nós não vamos necessariamente definir um nome na reunião, mas vamos discutir o assunto e a participação dos partidos aliados na composição da mesa da Casa. Vamos construir um diálogo'', disse Romanelli.
O deputado estadual Nereu Moura (PMDB) foi além. ''Sinto que a bancada do PMDB está com vontade de ficar com a presidência. Nós elegemos a maior bancada, praticamente um terço da Casa. Mas a base de apoio do governo é uma coisa. A mesa é outra coisa. A mesa precisa ser suprapartidária'', afirmou. Nereu defende, porém, que ao menos a mesa diretora (presidente, primeiro e segundo secretários) seja composta por parlamentares do PMDB, PSDB e PT, já que são siglas com ''grandes bancadas na Casa''.
Questionado sobre quem seriam os pré-candidatos do PMDB ao cargo de presidente da mesa, Nereu revela que, além dele mesmo, disputariam os deputados estaduais reeleitos Antonio Anibelli e Caíto Quintana. Ex-chefe da Casa Civil na atual gestão do Executivo, Caíto Quintana acredita, porém, que ''é cedo'' para definições e que também é preciso ''conversar com a oposição'' sobre o assunto. ''Precisamos ver o que pensa a Assembléia Legislativa'', desconversou. Nereu concorda, ''ainda é cedo'', mas chama a atenção dos peemedebistas, que ''devem manter a unidade até as eleições da Casa''.
A oposição ainda não lançou nomes à presidência da Casa. O deputado estadual Nelson Justus (PFL), que pertence a um partido de oposição, mas é amigo pessoal do governador Roberto Requião (PMDB), foi o único que já admitiu interesse pela vaga. Para o deputado estadual Augustinho Zucchi (PDT), a decisão sobre a mesa dependerá mesmo do PMDB. ''A maior bancada é do PMDB. Então depende deles mesmo. Eles devem ter uma atitute unitária e rápida'', disse o pedetista.

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