PMDB deve lançar candidato próprio em vários municípios
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 10 de março de 2004
Maria Duarte<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O PMDB do Paraná pretende lançar candidatos próprios no maior número de municípios, mesmo que isso implique em caminhos separados do PT ou o adiamento da aliança com os petistas para o segundo turno. A posição foi defendida ontem pelo presidente estadual do PMDB, deputado estadual Dobrandino da Silva.
O deputado disse que o governador Roberto Requião (PMDB) já sabe de sua posição. ''O partido quer que os candidatos se mobilizem para lançar nomes próprios. Qualquer alteração nessa posição só será definida mais perto das convenções (por volta de junho)'', disse. Requião prefere alianças com o PT nas eleições municipais deste ano. O apoio do PT foi decisivo na eleição do governador, em outubro de 2002.
O cenário que se desenha nos grandes colégios eleitorais do Estado Curitiba, Londrina e Maringá não é favorável a alianças entre os dois partidos, pelo menos no primeiro turno. Em Curitiba, o PMDB tem interessados em disputar a sucessão de Cassio Taniguchi (PFL). O deputado federal Gustavo Fruet e o deputado estadual Rafael Greca já se manifestaram. O PT tem o deputado estadual Angelo Vanhoni como pré-candidato. E uma ala do PMDB prefere apoiar o PT já no primeiro turno.
Em Londrina, onde o nome do PT é o do prefeito Nedson Micheleti, o PMDB também tem dois nomes. O da deputada Elza Correia e o do secretário estadual do Meio Ambiente, Luiz Eduardo Cheida, ex-prefeito da cidade pelo PT. Dobrandino da Silva disse que o PMDB está pronto para apoiar qualquer um dos dois, e defende que eles cheguem a um entendimento. ''Em Londrina a eleição acontece em dois turnos. Vamos pedir o apoio do PT no segundo ou apoiá-los'', disse.
A diretriz de escolher um nome dentro do PMDB também vale para Maringá, onde a prefeitura está nas mãos de João Ivo Calefi, do PT. A situação mais tranquila é em Ponta Grossa, na região dos Campos Gerais. O prefeito Péricles de Holleben Melo (PT) quer se reeleger, mas na cidade o PMDB não tem nenhum nome com densidade eleitoral para a disputa. E por isso deve apoiar mesmo o PT.
Apesar da disposição do PMDB em lançar candidato próprio, o presidente estadual do PT, deputado estadual André Vargas, deixa claro que o seu partido tem interesse na coligação, de preferência já no primeiro turno. ''Se não der no primeiro (turno), faremos no segundo. Mas temos que manter uma boa relação durante o primeiro turno'', avisou Vargas.


