Curitiba - Salvo mudança de última hora, a tropa de choque do PMDB do candidato Roberto Requião anuncia apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O anúncio está marcado para as 10h30, amanhã, no comitê petista em Curitiba, na Rua Mateus Leme. Entre os nomes que devem anunciar apoio a Lula estão o vice-governador Orlando Pessuti; o irmão de Requião e secretário da Educação, Maurício; o presidente do PMDB de Curitiba, Doático Santos; e o secretário-geral do PMDB no Estado e deputado estadual eleito Luiz Cláudio Romanelli.
Segundo Doático Santos, o anúncio é natural porque PMDB e PT trocaram apoio em 2002. Além disso, o oponente Osmar Dias (PDT) já selou aliança com o presidenciável tucano Geraldo Alckmin. ''Vamos puxar o cordão (do apoio a Lula) e a tendência é que isso se espalhe para o resto do partido'', disse o presidente do PMDB da capital.
Já Pessuti, que cumpre uma intensa agenda no Interior (neste final de semana estará em Cianorte e Guarapuava), explicou que Requião deve permanecer neutro, mas que seus aliados foram liberados, caso queiram aderir à campanha petista. A neutralidade de Requião não é à toa. Leva em conta o desempenho de Alckmin no Sul. O tucano conquistou a maioria dos votos no Paraná.
Doático Santos adiantou que nas próximas semanas de campanha o PMDB vai se concentrar em aprofundar as discussões em relação ao adversário do PDT, que tem o apoio do grupo político do ex-governador Jaime Lerner (PSB). ''Queremos saber se as privatizações vão continuar'', disse, referindo-se à venda do Banestado e à tentativa de venda da Copel.
Também devem participar da coletiva de anúncio de apoio a Lula os petistas Jorge Samek, Gleisi Hoffmann, além de deputados. Ontem de manhã o diretório do PT de Curitiba organizou uma caminhada, no Centro, para marcar o apoio a Lula neste segundo turno.
O deputado federal eleito e presidente do PT no Estado, André Vargas, afirmou que a troca de apoio entre integrantes do PMDB e PT é informal e não implica em apoio do partido a Requião. ''Oficialmente, o PT estadual só entra na campanha do governador se houver um apoio formal dele, ou do PMDB, ao Lula. É uma questão política, não administrativa''.
A agenda de Requião ontem de manhã foi dedicada a entrevistas para rádios, por telefone. Hoje ele deve participar de encontros políticos em Guarapuava.

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