Curitiba - Após oito anos sem lançar um candidato próprio à Prefeitura de Curitiba, o PMDB vai definir hoje, a partir das 9h30, um nome para disputar o Executivo local nas eleições de outubro próximo. A decisão entre o professor Carlos Moreira e o deputado federal Rodrigo da Rocha Loures cabe a 98 convencionais da legenda que, juntos, têm direito a 113 votos. A votação deve terminar ao meio-dia. Segundo previsão do presidente do PMDB de Curitiba, Doático Santos, a apuração e a divulgação do resultado ocorrem antes das 13 horas.
  Segundo Doático, a disputa interna ‘‘não terá surpresas’’. Favorito do governador do Estado, Roberto Requião (PMDB), Moreira contaria com o apoio da maioria dos convencionais. Já Rocha Loures conta com o apoio de um grupo que há meses rejeita abertamente a indicação de um nome sem densidade eleitoral: Moreira nunca disputou um mandato eletivo. Entre os opositores do Moreira, estão o deputado estadual Stephanes Júnior e o ex-prefeito de Curitiba Rafael Greca (hoje à frente da Companhia de Habitação do Paraná).
  Mas, apesar do clima de ‘‘guerra’’ presente em quase todo o processo interno, os dois pré-candidatos do PMDB resolveram adotar outro discurso. Rocha Loures garante que, numa eventual derrota, o partido ‘‘segue unido’’. ‘‘Se eu fosse técnico do time, eu não convocaria o Moreira para fazer gol. Mas, seja qual for o resultado, vamos apoiar o candidato do PMDB’’, disse.
  Tanto Rocha Loures quanto Moreira reforçaram, entretanto, a necessidade de uma candidatura própria na cidade - e não gostaram da posição de correligionários que sugeriram uma aliança com o PT logo no primeiro turno. ‘‘Já fizemos (a união com PT no primeiro turno) no passado e não deu certo. A idéia é obter o maior número possível de candidatos próprios para forçar um segundo turno’’, afirmou Moreira, que lamentou ainda o apoio do PPS à candidatura à reeleição do prefeito tucano Beto Richa.
  Os partidos têm até o dia 30 do mês para oficializar nomes ou apoios a outras siglas.

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