PMDB declara oposição à administração
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quinta-feira, 11 de agosto de 2011
Paula Barbosa Ocanha e Vinícius Zanin <br> Reportagem Local 
O vereador Tito Valle (PMDB), ex-líder do prefeito Barbosa Neto (PDT) na Câmara Municipal, terá que obedecer a orientação do partido e votar favoravelmente a todos os pedidos de investigação levados ao plenário contra o Executivo. Até o momento, Valle votava com os vereadores da base governista, mas após uma reunião do PMDB na quarta-feira, que contou com a presença do presidente estadual da legenda, deputado estadual Luiz Eduardo Cheida e do presidente diretório local, Leonilson Jaqueta, o partido declarou sua oposição à administração municipal e, portanto, combinou que seu único representante na Câmara deveria deixar clara sua nova postura nas votações.
''Ele vai ter que votar favoravelmente a todas as matérias que pedem para investigar supostas irregularidades. Terá que obedecer essa linha. Eu que pedi essa reunião enviando um ofício, e trouxe essa proposta de resolução, que foi aprovada. A reunião foi um fechamento de questão'', explicou Cheida.
O deputado ainda lembrou que a desobediência do vereador ao partido pode acarretar sanções partidárias que vão desde uma advertência até a expulsão da sigla. ''O vereador fica obrigado a votar dessa forma já que o partido vai fazer oposição à administração em função das denúncias de irregularidades que têm havido. Acho que o vereador saiu da reunião esclarecido'', ressaltou.
O presidente local do PMDB, Leonilson Jaqueta, afirmou que no início da reunião - que durou cerca de três horas - o vereador alegou que queria independência para votar. ''Sabemos que o partido não pode engessar a atuação do vereador, mas na atual situação que vive Londrina, é importante ser favorável às investigações'', salientou Jaqueta, alegando ainda que não acredita que o vereador desobedeceria a recomendação do PMDB. ''Ele é advogado e está consciente do compromisso do partido. Ele não cometerá infrações''.
Tito Valle, que fez parte da Comissão Especial de Inquérito (CEI) para apurar supostas irregularidades na Guarda Municipal, elaborou um relatório juntamente com Jairo Tamura (PSC) que isentava o prefeito das ilegalidades apontadas na investigação - mesmo após a relatora da CEI, vereadora Lenir de Assis (PT) ter encaminhado a abertura de uma Comissão Processante contra Barbosa Neto. Os demais vereadores rejeitaram o relatório de Valle e Tamura e a investigação foi arquivada pela Casa.
Apesar do ocorrido, o vereador alegou que não se sente pressionado pelo partido e afirmou que vai continuar votando os projetos da mesma maneira. ''Houve um amplo debate nessa reunião do diretório municipal e ficou decidido que o partido se define pela oposição à administração municipal. Me posicionei no sentido de que tem que haver liberdade para que o vereador possa atuar. Não pode haver um engessamento nas votações. Então, embora o partido esteja na oposição no que diz respeito às investigações, vou ter liberdade para avaliar os projetos do Executivo que forem importantes para a cidade e votar favoravelmente'', afirmou Valle.
O peemedebista disse acreditar que não vai sofrer censura a partir de agora e que o relacionamento com os outros parlamentares deve continuar o mesmo. ''Tem que haver razão, ampla defesa e tem que haver, inclusive, respeito ao mandato do vereador que é um mandato que representa a população'', acrescentou.


