Agência Estado
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Geddel e Paes (dir.) apertam as mãos: sobrevida para o líder rebeldeFaltam 36 dias para o PMDB decidir se apóia ou não a reeleição do presidente Fernando Henrique Cardoso. Opositores e aliados do governo acertaram ontem, na Executiva Nacional do partido, que a Convenção Nacional de 8 de março não elegerá o novo presidente do PMDB. Mas os governistas insistem que o encontro de março também servirá para livrá-los do comando rebelde do deputado Paes de Andrade (PMDB-CE).
‘‘Se Paes aprovar o candidato próprio, será nosso grande comandante, mas, se perder, estará moral e politicamente incompatibilizado para continuar na presidência do PMDB’’, afirmou o líder no Senado, Jáder Barbalho (PMDB-PA). Segundo o senador, o único ‘‘caminho digno’’ para Paes no caso de uma derrota na Convenção será a renúncia. ‘‘Como ele se comporta como presidente de uma facção - a da candidatura própria - se perder, estará automaticamente fora do comando partidário’’, completou o líder na Câmara, Geddel Vieira Lima (BA), certo de que a questão é política e não jurídica.

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