Curitiba - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está disposto a reverter a resistência, nos estados, à oferta de ministérios aos peemedebistas. Ontem, o PMDB de São Paulo, comandado pelo ex-governador Orestes Quércia, rejeitou a coalizão com Lula, que escancarou as portas da administração federal para o partido, oferecendo quatro ministérios.
O PMDB paulista divulgou uma nota na qual diz que ''vai acatar a decisão da convenção de dezembro, que pede afastamento do governo federal''. O partido deliberou que pode apoiar o Planalto em prol da governabilidade, mas garante que não quer saber de cargos. A opinião é semelhante à do governador do Paraná, Roberto Requião, que defende o apoio a Lula mas sem a participação em cargos.
Na nota, o PMDB paulista afirma que vai exigir a ''apuração total das denúncias'' analisadas no Congresso e que o diretório decidiu pela ''abertura de um diálogo com o governo federal envolvendo as principais lideranças do partido''.
Quércia negou que o partido esteja interessado em mais cargos no governo e deu um rcado: afirmou que o único cargo que interessa ao partido é ''a Presidência da República em 2006''.
O senador gaúcho Pedro Simon reforçou, também por meio de uma nota, a posição contrária da bancada do Rio Grande do Sul à participação no governo Lula. Na semana passada, Simon havia pedido a saída dos ministros da legenda (Eunício Oliveira, das Comunicações, e Romero Jucá, da Previdência Social, além do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles).
Na opinião de Simon, Jucá e Meirelles precisam deixar os cargos porque são investigados pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
O governador do Rio Grande do Sul, Germano Rigotto (PMDB), confirmou que Lula quer conversar com os governadores do partido que resistem ao aumento do espaço da legenda no primeiro escalão federal. Rigotto informou que a intenção do presidente foi transmitida pelos presidentes nacional da sigla, deputado Michel Temer (SP), e do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL). (Com agências)

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