PMDB corre atrás do PT para discutir 2010
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terça-feira, 07 de julho de 2009
Catarina Scortecci<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Quase uma semana depois dos tucanos de bico vermelho anunciarem que não estão mais na bancada aliada ao governo Requião (PMDB), os peemedebistas marcaram um encontro com o PT para discutir as eleições de 2010. Ontem, o presidente do PMDB no Paraná, deputado estadual Waldyr Pugliesi, entregou um convite à presidente estadual do PT, Gleisi Hoffmann, enfatizando que o PMDB considera o PT seu aliado na condução político-administrativa do Estado e reitera como fundamental a continuidade e ampliação das políticas públicas implantadas no Paraná nos últimos seis anos. É o primeiro encontro oficial das duas siglas para tratar de 2010, após um período de atritos. Na reunião, cuja data ainda será definida, o PDT do senador Osmar Dias deve ser o foco.
Por orientação do presidente Lula (PT), os petistas paranaenses têm a missão de unir no Estado as siglas que já integram a base do governo federal e não descartam a possibilidade de apoiarem Osmar como cabeça de chapa na disputa ao governo do Estado. Mas, dentro do PMDB, há resistência em torno do pedetista, que em 2006 disputou o segundo turno com Requião. Se o PT decidir pelo PMDB, eles não podem ficar com o PDT também. Uma coisa anula a outra, disparou Pugliesi. O peemedebista, contudo, disse que o importante é sentar para conversar e se esquivou ao ser questionado sobre condicionais. Parceiros, quando se reúnem, não devem fazer imposições, resumiu ele.
Já o PT parece disposto a manter o diálogo com o PDT. O PT busca uma ampla aliança com aqueles que fazem a base do Lula para fazer um palanque forte para a Dilma Rousseff. É possível o PT apoiar a candidatura do (Orlando) Pessuti
(PMDB), assim como eu também acredito numa aliança entre PT, PMDB e PDT, mas é cedo para decidir agora, disse o líder da bancada do PT na Assembleia Legislativa, Péricles de Mello. Para o PT, o fato de Osmar não apresentar candidatura à reeleição, também significa um espaço maior para a candidatura de Gleisi Hoffmann a uma das duas vagas ao Senado.
PSDB e PMDB
Nos bastidores, líderes do PMDB sustentam que o partido ainda está próximo do PSDB, o que inviabilizaria uma união com os petistas. Ontem, na escolinha, o governador Requião fez um apelo aos tucanos de bico vermelho, que saíram da base aliada direto para a bancada da oposição, num movimento pró-Beto Richa (PSDB).
A bancada dos tucanos de bico vermelho se dobram à pressão. Não deveriam agir assim. Se eu cedesse às pressões por causa da tal governabilidade eu teria como olhar para os meus filhos. Eu quero que eles digam não ao diretório estadual do PSDB e ao Beto Richa, afirmou Requião.
Segundo Requião, os cincos deputados estaduais do PSDB que votavam afinados com o Executivo desde 2003 ainda vão recuar. Meus amigos do PSDB devem ficar com a responsabilidade. É um problema deles, não meu. Mas eu acredito que eles viram a mesa, disse ele.


