PMDB confirma Rita na chapa de Serra
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quarta-feira, 22 de maio de 2002
Cida Fontes Agência Estado 
Brasília - A cúpula do PMDB escolheu ontem o nome da deputada Rita Camata (PMDB-ES) para vice-presidente na chapa encabeçada pelo senador José Serra (PSDB-SP), durante reunião na residência do presidente do partido, deputado Michel Temer (SP). Assim que concluiu as consultas internas e optou pelo nome da deputada, Temer fez uma visita ao senador Pedro Simon (PMDB-RS) para comunicar pessoalmente a decisão. A conversa foi rápida e, em seguida, o presidente do PMDB telefonou para Rita Camata.
Segundo Temer, os fatores que pesaram em favor da deputada foram o fato de ser mulher e sua preocupação social, reconhecida ao longo de sua atividade parlamentar. Ela tem uma preocupação social acentuada e sempre se preocupou com a responsabilidade fiscal, afirmou o deputado, ressaltando ser de autoria da candidata a vice-presidente de Serra a Lei Camata, que limita a 60% da arrecadação o gasto com a folha de pagamento do serviço público. Ela trabalhou muito para aprovar essa lei, disse. Foram as propostas de cunho social que levaram o PMDB a identificar, segundo Temer, maior afinidade entre a deputada e o programa do PSDB defendido por Serra.
As consultas feitas pelo dirigente peemedebista apontaram também que a deputada fortalecerá eleitoralmente o candidato do PSDB, superando as avaliações feitas em relação ao senador Pedro Simon (PMDB-RS) que, na conversa com Temer, garantiu que apoiará o nome de Rita Camata.
Todos os parlamentares do PMDB minimizaram os rumores de que a imprensa poderá divulgar denúncias envolvendo o senador Gérson Camata (PMDB-ES), marido de Rita. Depois de uma longa conversa com o senador, na noite de anteontem, o comando do PMDB preferiu dar um atestado de confiança ao casal.
Já tivemos problemas com o deputado Henrique Alves (PMDB-RN) e não poderemos correr mais riscos, advertiu Temer a Gérson Camata. Os peemedebistas negam também que o presidente Fernando Henrique Cardoso teria vetado o nome de Pedro Simon (PMDB-RS), um dos críticos mais contundentes de seu governo. Mas admitem a preferência de Serra pelo nome da deputada, apesar do apreço ao senador Pedro Simon.
Aliança - A formalização da aliança foi marcada por muitos sorrisos, abraços e exaltações. Rita disse que está honrada em representar o PMDB na aliança, porém lembrou que isto não significa que ela irá renegar seus ideais. A aliança não é meramente a junção de iguais. Neste caso, ela é a união de pessoas das mais diversas convicções em torno de pontos comuns. A minha presença nesta chapa é um sinal claro do compromisso de José Serra com as mudanças para o país, disse Rita.
Serra afirmou ser devoto de santa Rita de Cássia. Eu sempre disse que a política não é a arte do possível, é a arte de ampliação dos limites do possível. Santa Rita de Cássia é a santa do impossível e por isso sou devoto dela, afirmou.


