Curitiba - O próximo presidente da Assembléia Legislativa do Paraná pode não ser do PMDB. De acordo com o líder do governo na Casa, deputado estadual reeleito Dobrandino da Silva (PMDB), o governador do Estado Roberto Requião (PMDB) teria dito que não irá vetar um parlamentar da base aliada. Até a semana passada, os parlamentares davam como certa a indicação de um peemedebista ao cargo, mas a opinião do governador deve contar agora. ''Se o Requião falou isso, significa que pode ser alguém de dentro ou de fora do PMDB'', comentou Dobrandino.
A votação ocorre somente em fevereiro, mas nos bastidores políticos a vaga já está sendo disputada por pelo menos sete peemedebistas. Em função da posição do governador, o pefelista Nelson Justus, candidato declarado ao posto, ganhou espaço entre os concorrentes. Justus, apesar de pertencer a um partido de oposição ao governo, mantém relações de amizade com Requião e já foi presidente da Casa no mandato legislativo anterior.
A oposição na Casa também admite que a base governista teria facilidade para conquistar a presidência, já que o PMDB conseguiu eleger em outubro 17 deputados estaduais. O deputado estadual reeleito Nereu Moura, um dos pré-candidatos do PMDB à vaga, disse que, além dos parlamentares eleitos pela legenda, mais 16 outros deverão pertencer à base de apoio ao governo. Nereu também acredita que, logo que voltar de sua viagem à França (dia 8), o governador deve ser ouvido sobre o assunto.
Ontem no final do dia os peemedebistas se encontraram para discutir o assunto. Hoje há outra reunião marcada, perto do meio dia. Na pauta, além da presidência do Legislativo, a discussão em torno do nome que deverá comandar o PMDB pelos próximos dois anos. A votação ocorre no dia 17 de dezembro e o ex-secretário de Estado Renato Adur deve assumir o posto. ''Está praticamente confirmado'', garantiu Dobrandino.
Ao ser convidado para estar à frente da sigla, Adur impôs condições e passou a reivindicar mudanças no próximo secretariado, em especial na área de comunicação social do Executivo. ''Requião sabe que o Adur exige mudanças em algumas áreas. Mas a gente vai concersar sobre isso só em janeiro'', disse Dobrandino. Informação extra-oficial aponta que Requião não teria gostado da atitude do ex-secretário, pois não aceitaria pressões em torno do assunto. ''É salutar modificar alguma coisa. É um pedido do PMDB, não só do Adur'', defendeu Dobrandino.

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