PMDB cobiça ministérios para projetar sigla
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terça-feira, 07 de novembro de 2006
Christiane Samarco<br>Agência Estado 
Brasília - À espera de um sinal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o papel do PMDB na coalizão de forças que irão compor seu segundo governo, a cúpula governista do partido já fez chegar suas pretensões ao Palácio do Planalto. Decididos a exercer influência real a futura administração, formulando e definindo políticas de governo, os peemedebistas avisaram que estão mais preocupados com a ''qualidade'' dos ministérios que vierem a comandar, do que com a quantidade de cargos.
Além de um orçamento polpudo, eles querem administrar áreas que lhes permitam projetar nacionalmente a legenda e também atender às bases partidárias, em que se incluem prefeitos sempre ávidos por verbas federais. A idéia é manter um pé na área social, e outro no setor de infra-estrutura, sendo o ministério da Saúde o principal alvo da cobiça dos peemedebistas.
Nas conversas de bastidor, também se cogita a volta do partido aos Transportes e ressurge a alternativa de comandar a Pasta das Cidades, que já está sendo disputada pelo PT paulista da ex-prefeita Marta Suplicy. Como a Saúde tornou-se objeto de desejo das bancadas da Câmara e do Senado, foi grande a reação à da notícia de que o Planalto sondara a senadora Roseana Sarney (sem partido-MA) para o ministério, e de que senadores peemedebistas cogitaram da possibilidade de ela comandar a Saúde. A simples hipótese gerou irritação e protestos entre deputados peemedebistas.


