PMDB: briga entre 'requianistas e 'richistas' tem novo capítulo
PUBLICAÇÃO
sábado, 06 de dezembro de 2014
Mariana Franco Ramos <br> Reportagem Local 
Curitiba - O imbróglio envolvendo a saída do ex-governador Orlando Pessuti, do deputado federal Osmar Serraglio e de outras três lideranças do PMDB paranaense da direção da executiva estadual do partido deve ganhar mais um capítulo na próxima terça-feira. Um recurso do grupo questionando a expulsão está na pauta de julgamentos da 7ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça (TJ), que se reúne a partir das 13h30, em Curitiba.
Além de Pessuti e Serraglio, foram destituídos o ex-secretário geral da legenda Doático Santos e os deputados estaduais Alexandre Curi e Stephanes Júnior. Eles foram acusados de trabalhar contra o senador Roberto Requião na campanha ao governo do Estado, mesmo após a maioria dos filiados ter decidido pela candidatura própria, em detrimento da coligação com o PSDB do governador Beto Richa. Doático, inclusive, chegou a montar uma banda, chamada de "Vovó Dallas", que entoava cânticos satirizando o senador na Rua XV, centro da capital.
"Aguardamos com muita ansiedade, porque a vitória será a reparação de uma injustiça terrível que o grupo do Requião cometeu. Fomos legitimamente eleitos e, em uma atitude truculenta, desrespeitaram as normais estruturais", disse Pessuti. No dia 15 de agosto, a ala "requianista" convocou uma reunião do diretório e conseguiu aprovar a expulsão dos "richistas". Para seus lugares foram nomeados Rodrigo Rocha Loures, Sérgio Ricci, Anibelli Neto, Gilberto Martin, João Arruda e Maurício Requião Filho.
A votação aconteceu em uma tenda improvisada na calçada da Rua Vicente Machado, em Curitiba. Isso porque, com a justificativa de estar em luto pela morte do então candidato à Presidência Eduardo Campos (PSB), a executiva trancou a sede do diretório, que fica em frente. Depois de eleitos os novos membros, Requião e seus aliados chamaram um chaveiro e ocuparam o local.
Por outro lado, a decisão de expulsar Pessuti do PMDB, em processo que corre paralelamente, deve ficar para o ano que vem. Segundo o vice-presidente da executiva estadual, Nereu Moura, que é também o líder da bancada na Assembleia Legislativa (AL), a tendência é que a sigla aguarde o posicionamento do TJ.
No dia 2 de outubro, a Comissão de Ética e Disciplina suspendeu o ex-governador de suas atividades na legenda por 60 dias, alegando infidelidade partidária. Dias antes do primeiro turno das eleições, o peemedebista gravou um depoimento no horário eleitoral de Beto, no qual afirmava que "eleição com Requião sempre tem armação". Moura disse, contudo, que a demora da Justiça em manter ou não a intervenção no diretório acabou emperrando a questão. "Por enquanto, fica tudo como dantes no quartel dAbrantes."


