As negociações para Jader Barbalho se afastar do Senado ganharam força ontem pela manhã. O senador Maguito Vilela (PMDB-GO) telefonou para o colega Paulo Hartung (PPS-ES), avisando-o do empenho do PMDB em convencer Jader a se licenciar. Os peemedebistas também procuraram deputados e senadores do PT para sinalizar a intenção do presidente do Senado. ‘‘Ele (Jader) não tem mais condições de presidir o Congresso’’, afirmou o líder do PT na Câmara, Walter Pinheiro (BA).
A pressão mais forte veio do PMDB. Mas os aliados do presidente do Senado argumentaram que não pretendem repetir o rito sumário que levou à cassação do ex-presidente da Câmara e ex-deputado Ibsen Pinheiro, um dos acusados no escândalo do Orçamento. ‘‘Temos de dar todas as condições políticas para que ele (Jader) se explique’’, observou o assessor especial da Presidência da República Wellington Moreira Franco.
Na representação contra Jader protocolada na última segunda-feira, a oposição pede ao Conselho de Ética que efetue ‘‘diligências, ouça o denunciado e outras pessoas’’ que possam esclarecer sobre o desvio de dinheiro do Banpará. Pede ainda que o órgão solicite ao Banco Central (BC) todos os relatórios de auditorias, inspeção ou fiscalização relacionadas a irregularidades ocorridas no Banpará no período em que Jader governava o Estado, entre 1984 e 1987. (A.E.)

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