PMDB articula seu ingresso na base
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segunda-feira, 24 de fevereiro de 2003
Agência Estado 
Brasília - Com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva à frente das negociações para incluir o PMDB na base política no Congresso, o partido está, finalmente, com um pé no governo petista. Até o governador de Pernambuco, Jarbas Vasconcelos (PMDB), que se mantinha firme na defesa de o partido ficar na oposição, mudou o discurso. Tratado com atenção e deferência especiais de Lula na reunião de governadores, do fim de semana, Jarbas disse que ''sente'' os governadores de seu partido ''querendo se aproximar da base governista'' e que ele não vai se rebelar contra a aproximação que agora se dá em torno de uma agenda de reformas, e não de cargos. ''Estou muito velho para abrir dissidência.''
O presidente de honra do PMDB, Paes de Andrade, conta que ''em breve'' será marcado um jantar da cúpula do partido com Lula para os acertos finais da parceria que tem o apoio de 80% das bases peemedebistas. Mas, além da investida presidencial sobre governadores e dirigentes do PMDB com a pauta das reformas, o PT despachou dirigentes nacionais para todos os 27 Estados. A missão dos emissários petistas é negociar a partilha dos cargos federais com os partidos aliados, incluindo na agenda de conversas dirigentes locais do PMDB.
Por enquanto, apenas um posto está reservado ao PMDB no plano nacional: a diretoria-geral do Departamento Nacional de Infra-Estrutura em Transporte - o DNIT que substituiu o antigo DNER. O escolhido para ocupar este cargo deverá ser o ex-senador Mauro Miranda, do PMDB de Goiás. Lulista de primeira hora, Miranda teve a adesão negociada pelo vice-presidente José Alencar.


