Brasília - Maior partido do país, o PMDB indicou ontem o presidente da Câmara, deputado Michel Temer (SP), para vice na chapa da pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff. A decisão foi unânime, mas precisa ser ratificada em convenção no dia 12 de junho.
Ao final do encontro da Executiva, Temer, que também preside o PMDB, admitiu pela primeira vez para os jornalistas que é candidato a vice e disse que dará início a uma agenda de viagens pelo país. Ontem mesmo ele embarcou para Nova York, onde irá se encontrar com Dilma. Na volta, deve participar de uma reunião com prefeitos de Santa Catarina.
''É necessário que o vice também viaje por todo o país. Começo agora, mas a intensificação acontecerá após a oficialização. (...) Serei um vice nos limites da Constituição, extremamente discreto, como cabe a um vice'', disse o deputado.
A indicação de Temer já era esperada, mas acontece após muitos desencontros entre PT e PMDB. No final de 2009, o presidente Lula chegou a falar na possibilidade de seus aliados indicarem uma lista tríplice para que Dilma decidisse quem seria o vice - e o nome do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, foi apontado como preferido do Planalto.
No encontro, a Executiva definiu que as convenções estaduais do partido acontecerão a partir do dia 15 de junho, para evitar que dificuldades com alianças locais contaminem o cenário nacional. No dia 12 de junho o PMDB, se reúne e deve ratificar o apoio ao PT. Sobre a questão nos Estados, Temer diz que há tempo ''para tentar solucionar essa questão.''
Segundo Temer, o presidente do PT, José Eduardo Dutra, o informou que a situação de Minas Gerais, um dos Estados mais problemáticos, será resolvida no máximo até o dia 6. Lá, Hélio Costa (PMDB) e Fernando Pimentel (PT) disputam uma vaga para o governo.

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