PMDB ameaça entrar na disputa pela Câmara
PUBLICAÇÃO
sábado, 06 de janeiro de 2007
Thiago Velloso<br> Agência Estado 
São Paulo - Diante do impasse criado na base aliada em torno dos nomes dos deputados Arlindo Chinaglia (PT-SP) e Aldo Rebelo (PC do B-SP) para presidir a Câmara Federal, caciques do PMDB já pensam em lançar uma candidatura própria, caso a situação atual persista.
Segundo fontes do alto escalão do PMDB, ouvidas pela Agência Estado, se os dois candidatos da base do governo mantiverem suas candidaturas até o fim, cai por terra o acordo fechado pelo PMDB - de abrir mão da presidência agora, para assumi-la em 2009 - e o partido deve sentir-se livre para tentar presidir a Câmara já no primeiro mandato da nova legislatura.
''Nós estamos trabalhando por uma candidatura única, mas a insatisfação com o impasse atual é crescente e o sentimento da bancada é o de que o partido não precisa bancar uma candidatura, caso a base aliada se divida entre dois candidatos. Nesse caso, poderemos reivindicar o critério da proporcionalidade, pelo qual o PMDB tem direito à presidência'', resume um dos caciques do partido, que trabalha para solucionar o impasse.
De acordo com essa mesma fonte, a tendência é que, na reunião da bancada marcada para a próxima terça-feira, o PMDB saia com uma posição fechada: de apoio a um dos candidatos da base (Aldo ou Chinaglia) e independência, no caso da manutenção de uma das candidaturas. A definição do PMDB por um dos nomes também deve servir para que o Planalto feche uma posição sem criar maiores rusgas com o preterido.
Até agora, segundo as fontes ouvidas, sondagens informais encomendadas pelo presidente da legenda, Michel Temer (SP), apontam para uma preferência pela candidatura de Chinaglia. ''A visão da maioria é a de que a gestão do Aldo foi excessivamente subordinada aos interesses do Senado. Também causou uma boa impressão o compromisso firmado por Chinaglia de apoio a uma candidatura do partido em 2009'', diz um peemedebista. Aldo também fechou um acordo para apoiar a legenda na próxima eleição da Casa, mas só após Chinaglia ter tomado a iniciativa.


