O deputado estadual Luiz Cláudio Romanelli (PMDB) usou o encontro regional do partido ontem em Londrina para ‘atirar’ contra o governador Jaime Lerner (PFL), que conseguiu na semana passada a filiação do deputado José Tavares no PTB e tenta ganhar novos aliados na Assembléia Legislativa. ‘‘Na liquidação, o Tavares pegou uma ponta de estoque’’, ironizou Romanelli.
Há dois meses, o partido também perdeu Durval Amaral e Cleiton Crisóstomo. Previu-se ainda a saída do deputado Caíto Quintana, desmentida pela direção do PMDB. Romanelli não prevê mais baixas.
Como proposta para contrapor ao que ele chama de ‘‘desmonte’’ do Paraná, Romanelli prega um ‘‘movimento de salvação’’, que passe, necessariamente, pela vitória do PMDB nas urnas em 98. ‘‘Com Requião na cabeça de chapa, Álvaro no Senado e uma aliança com o PT, que é fundamental’’, declarou.
O deputado repetiu o que sempre diz o senador Roberto Requião sobre o ‘‘governo virtual’’ de Lerner. Ele denuncia que neste mês, toda a Polícia Militar do Estado terá apenas R$ 900 mil para custeio, ao contrário dos R$ 2,5 milhões repassados habitualmente. ‘‘Há dez dias, viaturas da PM de Curitiba pararam por falta de combustível. Agora isso deve ocorrer em todo o Estado’’, previu. Em contrapartida, ele reclama que o governo gastará R$ 80 milhões nos Jogos Mundiais da Natureza, em Foz do Iguaçu.
‘‘E o funcionalismo público estadual corre um sério risco de não receber o 13º, já que o governo terá de desembolsar, num período de 30 dias, três folhas de pagamento, o que corresponde a R$ 750 milhões, que ele não tem. Afinal se fez uma provisão de caixa, mas ele gastou. Nessa crise, em que há atraso de fornecedores e empreiteiros, de onde é que ele vai tirar dinheiro?
Participaram do encontro do PMDB em Londrina o líder do PMDB na Assembléia, deputado Orlando Pessuti, o presidente estadual em exercício, Milton Buabssi e prefeitos da região. O evento foi ‘minguado’ e não reuniu nem 70 pessoas no plenário da Câmara de Vereadores.

mockup