A Comissão de Ética do PMDB começa a analisar na próxima semana os casos dos prefeitos, vices e vereadores infiéis que não apoiaram a campanha do senador Roberto Requião ao governo do Estado. Ontem venceu o prazo dado pelo diretório estadual para que os infiéis pedissem desligamento da sigla. De acordo com o diretório, como nenhum dos 25 prefeitos peemedebistas que apoiou a reeleição do governador Jaime Lerner (PFL) encaminhou pedido de desfiliação do partido, a Comissão de Ética irá atuar.
‘‘Dei um prazo de doze dias para que essas pessoas não passassem pelo vexame da expulsão, mas elas preferiram assim’’, disse ontem Requião, que preside a sigla no Estado.
Ontem, a executiva estadual do partido começou a consultar os diretórios para detectar os casos mais claros de traição. A consulta deve continuar até segunda-feira e a lista elaborada pela executiva será enviada à Comissão de Ética para início do processo de expulsão. ‘‘O trabalho faz parte do nosso processo de depuração do partido’’, disse o secretário-geral do PMDB, José Maria Correia.
Levantamento inicial do PMDB aponta que 25 dos 65 prefeitos da sigla no Estado declararam apoio a Lerner. Segundo Requião, há casos bem claros como o dos prefeitos de Dois Vizinhos e de Francisco Beltrão, Jaime Guzzo e Guiomar Lopes, respectivamente. O PMDB diz que, apesar da traição, Requião conseguiu mais votos que Lerner nos dois municípios - 8.570 contra 4.531 em Dois Vizinhos e 19.447 contra 11.406 em Francisco Beltrão.
O PDT também resolveu agir contra os infiéis e começa a enviar carta de advertência aos prefeitos que deram apoio a Lerner. (P.Z)

mockup