PMDB aciona Beto Richa por abuso econômico e político
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quinta-feira, 05 de fevereiro de 2004
Luciana Pombo<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Começou a guerra judicial da campanha eleitoral em Curitiba. O diretório do PMDB na capital ingressou terça-feira com uma representação na 1 Zona Eleitoral alegando que o vice-prefeito e hoje prefeito em exercício, Beto Richa (PSDB), cometeu abuso de poder econômico e político ao fazer propaganda pessoal em outdoors espalhados pelos principais bairros da cidade. De acordo com a advogada Patrícia Dittrich Ferreira, do PMDB, o vice de Cassio Taniguchi (PFL) está usando o cargo para se promover, com vistas às eleições municipais desse ano. Beto quer suceder Cassio. ''Todos sabem que ele é pré-candidato em Curitiba'', declarou a advogada.
Já o abuso de poder econômico estaria caracterizado, de acordo com a representação, pelo fato de propaganda eleitoral estar sendo realizada fora dos prazos determinados pela legislação. Em outdoors, o prazo para o início da campanha é dia 10 de julho. ''Esse gasto dele não vai ser computado como gasto de campanha. Ele está usando uma espécie de caixa dois, já que gasta, faz publicidade e não computa'', argumentou a advogada.
A assessoria de imprensa do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) informou que essa foi a primeira denúncia de propaganda eleitoral irregular. No entanto, além de Beto Richa, já estão usando os outdoors na cidades os pré-candidatos Mauro Moraes (PL), Neivo Beraldin (PDT) e Fábio Camargo (PFL), todos de olho na Prefeitura de Curitiba. ''Não vamos por enquanto nos manifestar contra os outros, porque entendemos que apenas a propaganda do Beto Richa pode refletir em votos sem a realização de processo de debate eleitoral. Até porque ele tem nas mãos a máquina administrativa da prefeitura municipal'', disse a advogada.
A assessoria de imprensa de Beto Richa informou que até a decisão judicial não se manifestará oficialmente sobre o assunto.


