Curitiba - O aparato policial utilizado nas eleições deste domingo em todo o Paraná deverá ser definido hoje com a Justiça Eleitoral de cada comarca. A expectativa é que sejam mobilizados mais de 2,5 mil policiais militares em todo o Estado, desde a entrega e a guarda das urnas eletrônicas até a apuração e a finalização do processo eleitoral. O trabalho efetivo dos policiais começa um dia antes das eleições, quando as urnas serão encaminhadas pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) até os locais de votação. A vigilância será feita até a manhã de domingo, quando as seções serão abertas e os eleitores poderão escolher os candidatos a prefeito e a vereador.
A Operação Eleições 2004 ficará concentrada nas propagandas irregulares e na chamada boca-de-urna, tradicional nos períodos eleitorais, apesar de ser proibida. Não serão permitidas a distribuição de santinhos, a aglomeração de candidatos uniformizados ou com bandeiras de candidatos, passeatas partidárias ou qualquer manifestação que possa induzir o eleitor a escolher um candidato antes da votação. Em Curitiba, será realizada uma operação especial para coibir a boca de urna, com aplicação imediata de penas alternativas e prisões em flagrante, nos casos de reincidência.
Será montado um centro de triagem no ginásio da Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Paraná. Representantes do Juizado de Pequenas Causas e dos Juizados Especiais (promotores e juízes) estarão concentrados no ginásio para a aplicação imediata de penas alternativas e pagamento de cestas básicas para entidades carentes, já que a grande maioria dos crimes eleitorais é de pequeno potencial ofensivo. Se o mesmo eleitor ou candidato voltar a cometer o mesmo crime, ele será preso em flagrante e encaminhado para a Polícia Federal (PF).
A operação está sendo considerada pela Justiça Eleitoral como inédita no Brasil. Nos anos anteriores, todos os eleitores e candidatos detidos eram obrigados a ficar no ginásio até o final do processo eleitoral (17 horas) e depois eram liberados. ''Isso deverá acabar com a impunidade durante as eleições'', destacou a assessoria de imprensa da 175 Zona Eleitoral de Curitiba. A intenção é responsabilizar criminalmente as pessoas que não quiserem se adequar às normas eleitorais. A norma vale também para adolescentes detidos durante a operação. Uma juíza da Vara de Adolescentes Infratores estará no ginásio para acompanhar os casos que envolvam menores de 18 anos e aplicar as medidas sócio-educativas necessárias.

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