PM restringe visitas a Paolicchi
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terça-feira, 23 de janeiro de 2001
Marta Medeiros De Maringá 
O comando do 4º BPM de Maringá, onde está o ex-secretário de Fazenda do município, Luis Antônio Paolicchi, adotou critérios mais rigorosos de tratamento ao preso. O comando vai exigir identificação dos visitantes e regular o horário do jantar, antecipando-o das 21 para as 20 horas. Até ontem, qualquer pessoa que queria conversar com Paolicchi fornecia o nome numa ficha. O comandante do 4º BPM, tenente-coronel Gilberto Kummer, só notou a falha no controle ontem durante entrevista com a Folha.
Na ficha de controle, além do nome, os policiais anotam o horário de entrada e saída da visita. Agora mesmo vou pedir para que se faça uma ficha com um novo campo onde deverá estar o RG de cada visitante, garantiu Kummer. O comandante voltou a negar qualquer tipo de regalia ao ex-secretário. No início deste mês, a imprensa descobriu que Paolicchi estava utilizando celular na prisão. Estou é torcendo para que se aprove logo a nova lei de prisão especial, disse.
Paolicchi está preso desde o dia 7 de dezembro, mas só foi tranferido para o 4º BPM no dia 12. Ele é acusado pela Justiça Federal de sonegação fiscal, peculato, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. Estima-se que o rombo provocado por ele na prefeitura ultrapasse R$ 100 milhões. Desde que está no local, Paolicchi já recebeu cerca de 400 visitas. Grande parte é de advogados, amigos e prepostos.
O comandante Kummer se diz impressionado com o número de vezes que os advogados comparecem para conversar com Paolicchi. Pela atual lei de prisão especial, a visita de advogados é liberada das 8 às 20 horas em qualquer dia da semana, em visitas que duram em média uma hora. Por aí temos bem idéia da importância do preso, contou.
Kummer lembrou que Paolicchi é hoje uma das maiores dores de cabeça para a PM. Por mim ele estaria em uma cela 4 por 4 e em um local mais adequado porque a nossa responsabilidade com relação à segurança dele é muito grande, disse. Paolicchi também responde na Justiça comum por uma ação de improbidade administrativa, junto com o ex-prefeito afastado de Maringá, Jairo Gianoto.


