A proteção que advogados, polícia e Justiça estão garantindo para Paolicchi está prejudicando o trabalho da imprensa, reclamam os jornalistas. Ontem os deputados da CPI Estadual do Narcotráfico confirmaram os obstáculos impostos à imprensa logo que chegaram a Maringá. ‘‘Sei que existem obstáculos para a imprensa trabalhar no caso’’, disse o relator da CPI, deputado Ricardo Chab (PTB). Existia a promessa do comando da PM de que os jornalistas acompanhariam os trabalhos da CPI no quartel. Mas ontem de manhã, quando as equipes chegaram, foram impedidas até de estacionar no local.
A imprensa ficou por mais de uma hora confinada no portão de entrada do quartel. Quando os deputados chegaram, os jornalistas pediram para que os veículos parassem. Apesar de o presidente da CPI, deputado Algaci Túlio (PTB), ter atendido ao apelo, policiais militares agrediram o repórter Roberto Silva, do ‘‘Diário de Maringᒒ. O tenente Radamés ameaçou prender Silva assim que ele deixasse o quartel. Foi necessária a intervenção da chefia de reportagem do jornal e pressão de deputados e dos demais jornalistas para impedi-lo.
Depois do episódio, a imprensa ficou novamente confinada por mais de duas horas do lado de fora do prédio. Silva não foi a única vítima. Na semana passada, quando Paolicchi chegou a Maringá, dois repórteres e um PM ficaram feridos na entrada do prédio da Justiça Federal. (M.Z.)

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