A Polícia Militar não vai reforçar o policiamento que acompanhará a manifestação dos funcionários públicos na manhã de hoje em Curitiba. Mas o comandante do Policiamento da Capital, coronel Nelson Carnieri, não descarta a possibilidade de acionar a Tropa de Choque em caso de emergência. Os manifestantes farão passeata até o Palácio Iguaçu, no Centro Cívico, onde organizam protesto para reivindicar reajuste salarial ao governo do Estado. Os servidores federais em greve também participam do ato.
Há 10 dias, 800 policiais militares acompanharam a manifestação em frente à Assembléia Legislativa, que derrubou o projeto que impedia a privatização da Copel. Houve confronto entre policiais e manifestantes e várias pessoas ficaram feridas. Hoje, apenas policiais do Batalhão da Polícia de Trânsito e do 12º Batalhão da Polícia Militar irão acompanhar os manifestantes. O coronel Carnieri não soube precisar o número de homens.
Cerca de 50 agentes da Diretoria de Trânsito de Curitiba (Diretran) estarão nas ruas orientando o trânsito. A passeata sairá do Parque Barigui, a partir das 9 horas da manhã, passará pela Praça 29 de Março e Praça Tiradentes. Outros manifestantes saem das praças do Japão e Santos Andrade.
De acordo com a Central Única dos Trabalhadores (CUT), cerca de 10 mil pessoas são esperadas. Aproximadamente 60 ônibus vêm do interior com funcionários estaduais e federais, e professores das universidades estaduais e das escolas públicas do Paraná. As aulas de hoje estão suspensas. O funcionalismo público estadual pede aumento de 57,61% e o federal 75,48%.

Servidores municipais Em Guarapuava, os servidores municipais fazem protesto amanhã, a partir das 13 horas, no Calçadão da Rua XV de Novembro. Os funcionários reivindicam reposição salarial de 80%, concessão de vale alimentação para os que ganham até dois salários mínimos, plano de saúde para todos os servidores e reativação do Fundo de Aposentadoria do funcionalismo, extinto em 1994. (Colaborou Cláudia Carneiro, de Guarapuava).

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