PM expulsa servidores do gabinete de Suruagy
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sexta-feira, 09 de maio de 1997
Agência Estado 
MACEIÓ - Mais de 50 homens do Pelotão de Choque da Polícia Militar de Alagoas expulsaram 30 dirigentes do Movimento dos Servidores Públicos do Estado do gabinete do governador Divaldo Suruagy (PMDB), às 20h30 de anteontem, provocando ferimentos em vários manifestantes. As lideranças do movimento estavam reunidas com o governador desde às 11h, e como não houve uma proposta do governo para o atraso de sete meses de salários, resolveram permanecer no gabinete do governador, solicitando inclusive a presença do presidente do Tribunal de Justiça e do presidente da Assembléia Legislativa.
Diante do impasse, o governador chamou o Pelotão de Choque, que usou da força para expulsar as lideranças dos servidores de dentro do palácio. No confronto, os servidores levaram a pior. A diretora do Sindicato dos Servidores da Educação, Lenilda Aurelino, foi atingida na cabeça por um golpe de cassetete e uma bomba de efeito moral explodiu na mão de outro dirigente sindical, Ronaldo Mendonça Lima, do Sindicato dos Urbanitários. Os dois foram os mais atingidos e foram levados para a Santa Casa de Misericórdia de Maceió, onde continuam internados. Lenilda com suspeita de traumatismo craniano, e Ronaldo pode perder a mão.
Para o presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Educação, Milton Canuto, a repressão policial é um ato de truculência de um governo desmoralizado. Ele disse que a ordem de chamar o Pelotão de Choque para expulsá-los do palácio partiu do governador Suruagy, que mostra a sua face de ditador. O movimento dos trabalhadores prepara para amanhã (09) uma nova manifestação de protesto na frente da Assembléia Legislativa. Eles foram ao governo com uma pauta de dez reivindicações, sendo a principal delas a atualização de nove folhas salariais, mas o governo do Estado, segundo Canuto, não ofereceu nenhuma contra-proposta, limitando-se a dizer que não podia pagar.


