São Paulo - Morreu ontem, em São Paulo, o ex-deputado Plínio de Arruda Sampaio, 83. Ele foi candidato a presidente da República em 2010, pelo PSOL, e ficou em quarto lugar, com 886 mil votos. Plínio tratava um câncer nos ossos no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.
Ícone da esquerda católica, Plínio mantinha boas relações com políticos de partidos antagônicos, como PT e PSDB, e era um dos poucos remanescentes da política pré-ditadura militar. Em 1964, quando o golpe derrubou o presidente João Goulart, era deputado pelo antigo PDC (Partido Democrata Cristão). Teve os direitos políticos cassados pelo AI-1 e foi obrigado a se exilar no Chile. Depois fez mestrado em Cornell, nos EUA. Voltou ao Brasil em 1976. Em 1981, Plínio se filiou ao PT, do qual passou a ser um dos mais importantes formuladores. Participou da coordenação da primeira campanha de Lula à Presidência, em 1989. Plínio deixou o PT em 2005, desiludido com o escândalo do mensalão. Ajudou a fundar o PSOL e, em 2010, aos 80 anos, lançou-se em uma espécie de anticandidatura à Presidência pelo PSOL. Com tiradas bem-humoradas, virou atração dos debates presidenciais. Com a saúde debilitada, ele acompanhou de longe a desistência de Randolfe Rodrigues e a escolha de Luciana Genro como nova candidata do PSOL ao Planalto.

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